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“A invocação de Maria como Mãe da Igreja é um apelo ao restaurar da proximidade entre as pessoas unidas pelo amor”

08 de janeiro, 2017

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“A invocação de Maria como Mãe da Igreja é um apelo ao restaurar da proximidade entre as pessoas unidas pelo amor”

Ex deputada ao Parlamento Europeu proferiu conferência na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima
 

“«Mãe da Igreja, rogai por nós». A intercessão maternal da Virgem Maria” foi o título dado pela professora catedrática Maria do Céu Patrão Neves à conferência que proferiu este domingo na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no âmbito do sétimo ciclo de conferências organizadas pelo Santuário da Cova de iria para celebrar o Centenário das Aparições.

A professora de Filosofia da Universidade dos Açores apresentou Maria como a “Mãe da Igreja”, a “intercetora” e a “mensageira” explicando que em todas as dimensões há um apelo “ao restaurar da proximidade entre as pessoas unidas por sentimentos de amor e ternura, um apelo à recuperação do sentido da vida humana” e, por isso, dizemos “Mâe da Igreja, rogai por nós”.

A docente, que só no ano passado realizou 27 conferências e publicou quatro livros da sua especialidade, começou por balizar a sua intervenção “simplesmente como crente”, numa partilha da fé cristã.

“Maria é não só aquela a quem levantamos o olhar, para que interceda por nós, mas é também aquela que olha por nós, na peregrinação longa e acidentada” fazendo-se “mensageira do verbo” de Deus, afirmou Maria do Céu Patrão Neves, destacando a mensagem de “paz, de esperança de ternura” deixada por Nossa Senhora em Fátima.

Relembrando os atos de consagração dos Papas Paulo VI, na última sessão do Concilio Vaticano II e o do papa São João Paulo II , em 1984, a docente universitária disse que “a cada aparição reforçamos o sentimento de que Maria permanece no mundo, ou que pelo menos nos está próxima e somos nós que também, regularmente, regressamos a este espaço sagrado para revigorar a sua memória intemporal”.

“Nas aparições, Maria torna-se presente aos que concede que a vejam mas também a todos os que crêem sem terem visto pelo que a sua mensagem não conhece fronteiras na terra nem se confina a idades da história, tão pouco a gerações de homens mas inunda-nos a todos, aqui e agora, com a intensidade proporcional à fé de cada um”, acrescentou ainda.

A conferencista falou ainda das “virtudes teologais” de Maria apresentando-as como “o nível máximo da perfeição a que o humano pode aspirar” e que se convertem “em ideais de ação para a igreja e para os homens”.

“Modelo perene para a família ou comunidade cristã, para a igreja, Maria é exemplo de vida para todos os cristãos” nomeadamente para “as mulheres que geram filhos e recusam ser mães, para as mulheres que têm filhos e esquecem a relação, para as que cultivam a relação mãe-filho mas a confinam ao restrito e egoísta espaço biológico, para todas as mulheres e todos os homens que se abrem na dádiva de si à família humana mas permanecem aquém da irmandade maternal de Maria”, destacou Maria do Céu Patrão Neves.

Para a professora catedrática da Universidade dos Açores Maria é “um modelo a imitar” porque é “a via privilegiada para dar à luz uma nova humanidade, um novo mundo”. Sobretudo hoje, em que vivemos num mundo “órfão de sentido”.

“O mundo é hoje maior que nunca pela crescente diversidade de alternativas que por todo o lado assaltam o nosso quotidiano” referiu.  Mas as pessoas “atrofiaram-se fechadas em vontades pequenas e de satisfação imediata que se esgotam a cada instante, nada projectando, nada construindo, num viver o dia-a-dia sem história, nem futuro, num ter cada vez mais e num ser cada vez menos”, concluiu lembrando que apesar dos avanços tecnológicos que nos deviam aproximar, as “pessoas isolaram-se nos seus dispositivos tecnológicos pessoais, tornaram-se cada vez mais distantes separadas” e as relações humanas “multiplicaram-se ao mesmo ritmo que as relações pessoais se anonimizaram”.

Maria do Céu Patrão Neves, a segunda conferencista do último ciclo de conferências do septenário, que precede o Centenário das Aparições de Fátima, é Professora Catedrática de Filosofia com formação específica no domínio da Ética aplicada à Vida (Bioética), a que se tem mais intensamente dedicado. Neste contexto, e paralelamente à sua atividade de docente universitária, tem desempenhado funções relevantes, tais como consultora do Presidente da República para a Ética da Vida, membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, membro da International Association of Bioethics, perita em ética da UNESCO e da Comissão Europeia.

É autora de 10 livros e coordenadora de outras 7 obras coletivas, assinando cerca de 170 artigos em publicações nacionais e internacionais. Lidera o projeto de publicação da coleção Ética Aplicada, num total de 12 volumes.

Foi deputada ao Parlamento Europeu entre 2009 e 2014.

Para além da conferência os peregrinos de Fátima foram convidados, este domingo, a fruir de um apontamento musical- Fragmentos Musicais II-  interpretado pelo Coro VianaVocale, com direção de Vítor Lima.

Neste concerto o Coro VianaVocale convidou-nos a integrar um ambiente de “Recolhimento e Reflexão”, tendo como pano de fundo o mistério da vida.

Com uma atividade regular desde 1997, o coro de Câmara da Academia de Música de Viana do Castelo, é dirigido desde 2001, por Vítor Lima, seu maestro titular, e conta presentemente com 80 cantores, atuando em formação sinfónica ou como grupo a capella e interpretando, essencialmente, obras do repertório clássico e romântico, com destaque para a música sacra.

Desde 2010 tem vindo a colaborar no festival de Outono, organizado pelo Conselho Cultural da Universidade do Minho. Em 2013 registou em edição discográfica Fernando Lopes-Graça e os seus cantos tradicionais portugueses de Natividade, prestando, assim, a sua homenagem à liberdade e à cultura popular.


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