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Santuário de Fátima

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A Paixão de Cristo coloca em evidência a “mediocridade da nossa resposta” ao Amor de Deus, disse o reitor do Santuário de Fátima

14 de abril, 2017

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A Paixão de Cristo coloca em evidência a “mediocridade da nossa resposta” ao Amor de Deus, disse o reitor do Santuário de Fátima

Pe. Carlos Cabecinhas presidiu à celebração da Paixão na Basílica da Santíssima Trindade, que voltou a encher por completo esta tarde
 

O Santuário de Fátima celebrou esta tarde a Paixão do Senhor num ambiente de “contemplação agradecida” porque o dia “não é de tristeza nem de luto mas de contemplação agradecida à entrega radical por amor”, disse o Reitor do Santuário.

“Contemplar o crucificado é contemplar a entrega radical por amor” precisou o Pe. Carlos Cabecinhas desafiando os milhares de peregrinos presentes esta Sexta-Feira Santa na Cova da Iria, a serem mais fieis e verdadeiros na resposta a esta entrega. Uma  resposta que, disse, “é sempre medíocre e imperfeita” face ao Amor de Deus.

Por isso, “Contemplar a cruz não pode ser um ato estéril”; tem dos nos impelir “a uma outra resposta” assente na “doação, na entrega e no serviço aos demais”, afirmou ainda.

Para o reitor do Santuário ao ouvirmos o relato da Paixão “damo-nos conta da nossa mediocridade” e em cada passo da vida haverá sempre um momento em que cada um se identifica com cada um dos protagonistas deste episódio narrado no Evangelho, de Judas a Pedro, passando por Pilatos sem esquecer a multidão.

“Temos de contemplar a cruz de Cristo conscientes de que foi por mim que ele se deixou crucificar. E o nosso amor e entrega permanentes são a única resposta que pode dar sentido a esta vida”, concluiu.

A celebração da Paixão juntamente com a Via-Sacra no recinto de oração (às 21h00) constituem os dois grandes momentos desta Sexta-Feira Santa no Santuário de Fátima.

A Sexta-feira Santa, evoca a morte de Jesus e é um dia de jejum para os fiéis católicos, que não celebram a Missa, mas uma cerimónia com a apresentação e adoração da cruz.

A parte inicial da celebração, Liturgia da Palavra, tem um dos elementos mais antigos da Sexta-feira Santa, que é a grande oração universal, com dez intenções que procuram abranger todas as necessidades e todas as realidades da humanidade, rezando pelos seus governantes, pela unidade entre os cristãos, pelos que não têm fé, entre outros.

A adoração da cruz e os vários momentos de oração apresentam-se como momentos de penitência e de pedido de perdão.

O sacerdote que preside à celebração está paramentado com a cor vermelha, que a liturgia católica associa aos mártires.

A celebração do Tríduo Pascal no santuário de Fátima prossegue amanhã, sábado, com Laudes, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, a partir das 9h00; 12h00 oração do Rosário na Capelinha das Aparições e às 15h00 Oração a Nossa Senhora da Soledade, também na Capelinha das Aparições. Às 17h30 serão celebradas as Vésperas, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e a Vigília Pascal tem inicio às 22h00, na Basílica da Santíssima Trindade. No domingo a missa de Páscoa na Ressurreição do Senhor é celebrada no Recinto de Oração, às 11h00.