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Santuário de Fátima

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Reitor do Santuário de Fátima afirma que a grande novidade da Páscoa é “sabermos que nunca estamos sós”

16 de abril, 2017

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Reitor do Santuário de Fátima afirma que a grande novidade da Páscoa é “sabermos que nunca estamos sós”

Vigília Pascal encheu Basílica da Santíssima Trindade

 

O reitor do Santuário de Fátima afirmou hoje na homilia da Missa da Vigília Pascal que Cristo está vivo e quer ressurgir “para iluminar as noites da nossa história e dissipar as trevas da nossa vida”.

“Acreditar em Cristo ressuscitado é acreditar que não estamos sós, mesmo diante dificuldades, das nossas trevas. A Páscoa é algo de novo; é vida que brota da cruz e da morte por ação de Deus”, referiu.

“A Páscoa rasga os nossos horizontes abrindo-nos à esperança”, precisou.

O padre Carlos Cabecinhas presidiu à Vigília Pascal, a principal e mais antiga festa do ano litúrgico, que celebra a ressurreição de Jesus, com sinais e simbolismos únicos, como o fogo e a luz e a água batismal. A Vigília contou com a participação de inúmeros peregrinos e sacerdotes, oriundos de vários países dos cinco continentes que encheram quase por completo a Basílica da Santíssima Trindade

No comentário à ‘Liturgia da Palavra’, que nesta celebração propõe sete leituras do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento, onde se anuncia ressurreição, o reitor do Santuário desafiou ainda os peregrinos a serem os portadores desta boa nova de que Jesus vive.

“A noite pascal é a noite batismal em que recordamos o nosso batismo e renovamos os nossos compromissos batismais” frisou o sacerdote recordando que esse compromisso impele-nos à missão do anúncio.

A Vigília Pascal no Santuário começou às 22h00 com o ritual do fogo e da luz que evoca a ressurreição de Jesus; o círio pascal foi abençoado, antes de o presidente da celebração inscrever a primeira e a última letra do alfabeto grego (alfa e ómega), e inserir cinco grãos de incenso, em memória das cinco chagas da crucifixão de Cristo.

O ‘aleluia’, suprimido no tempo da Quaresma, reaparece em vários momentos da missa como sinal de alegria.

A celebração articulou-se em quatro partes: a liturgia da luz ou “lucernário”; a liturgia da Palavra; a liturgia batismal e a liturgia eucarística.

A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal.

A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam “as maravilhas de Deus na história da salvação” e duas do Novo Testamento: o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos (Marcos, Mateus e Lucas), e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão.

A liturgia batismal é parte integrante da celebração, pelo que mesmo quando não há qualquer Batismo, se faz a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas, como aconteceu esta noite em Fátima.

Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal.

 

 


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