Exposição "Refúgio e Caminho" | Núcleo III
Mariofania e Cristofania - De Pontevedra: Primeira parte do ciclo cordimariano das aparições de Fátima
No dia 10 de dezembro de 1925, Lúcia percebe ainda mais profundamente como o mesmo coração que na Cova da Iria se lhe havia mostrado cercado de espinhos carecia da atenção da humanidade. O mesmo coração que com seus primos São Francisco e Santa Jacinta Marto vira nos meses de junho e de julho de 1917 mostrava-se agora mais claramente cercado do insondável mistério da dor. Meses depois, em 15 de fevereiro de 1926, é já do próprio Cristo — a quem havia consagrado o seu coração — que Lúcia escuta a urgência do desagravo. É o próprio Deus Menino que (re)clama: é necessário restaurar a bondade no coração humano, essa bondade que diante dos olhos de Lúcia aparecia figurada através da imagem do Coração de Maria, desse coração que, pelo fiat, mais se aproxima do Coração de Deus.