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Seminário Caminho de Peregrinações

Sociedade de Geografia de Lisboa

6 e 7 de junho

 

No âmbito da sua amplitude, o conceito de mobilidade pode ser interpretado através de múltiplas abordagens. A diversidade das configurações em que se desdobra, o tipo e a forma que vai assumindo, encontram-se intimamente relacionados com os quadros sociais e o desenvolvimento tecnológico próprios de cada época.

De entre a multiplicidade de causas subjacentes a cada deslocação, as de natureza económica têm, em regra, dominado o interesse e atenção das análises produzidas. Entre muitas outras, há que lembrar situações de natureza política, catástrofes naturais, turismo, motivações de ordem religiosa.

Será esta última a inspiração orientadora dos temas a debater no presente Colóquio. Tomando alguns aspetos, cujo interesse e pertinência irão abrir caminho a reflexões diversificadas, a complementaridade que encerram melhor poderá fazer compreender o tema no seu todo. Para além da fé e dos rituais que se têm instituído, existe uma envolvência social diversificada, que faz cair fronteiras físicas e se estende por uma larga plataforma internacional.

As representações que materializam comportamentos, moldam atitudes e exprimem sentimentos, integram um acervo documental cujo registo permite fixar a memória numa dupla vertente, escrita e visual.

 

INSCRIÇÕES

Programa

Cartaz

 

COORDENAÇÃO

Domingo L. González Lopo

Cátedra do Camiño de Santiago e das Peregrinacións, USC

Marco Daniel Duarte

Departamento de Estudos do Santuário de Fátima; Sociedade de Geografia de Lisboa

Maria Beatriz Rocha-Trindade

Comissão de Migrações/Sociedade de Geografia de Lisboa; CEMRI-UAb/FCT

 

PROGRAMA

 

Quinta, 6 de junho

10h30 | Introdução – Estado da Questão

Fenómeno histórico verdadeiramente complexo, a peregrinação urge ser analisada de forma transdisciplinar e com o recurso a categorias que permitam perceber quer a sua longa diacronia quer as suas metamorfoses contemporâneas.

 

  • Peregrinação: diversidade e contemporaneidade de uma forma de mobilidade antiga e singular
    Maria da Graça Poças Santos
    Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Leiria

    RESUMO
    Esta comunicação terá como objetivo principal a apresentação de uma tentativa de sistematização dos diferentes tipos de peregrinações que podem ocorrer, sendo certo que cada uma delas pode abarcar mais do que uma modalidade. Aliás, o interesse desta classificação será mesmo esse: o de se poderem elencar de uma forma mais exaustiva as diversas características desta prática. Com base num conjunto de critérios selecionados, procura-se abordar esta temática, simplificando a compreensão da realidade assaz complexa que o fenómeno da peregrinação encerra.

    NOTA CURRICULAR
    Maria da Graça Lopes da Silva Mouga Poças Santos, doutorada em Geografia pela Universidade de Coimbra, é Professora Coordenadora do Departamento de Ciências Sociais da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) – Instituto Politécnico de Leiria (IPL), onde exerce funções docentes desde 14/11/1988. A sua principal área de investigação é o Turismo Religioso e Peregrinação e a Geografia da Religião (território e espiritualidade; atração e difusão de fenómenos religiosos; santuários). Entre as distinções com que viu a sua obra premiada, destaca-se o Prémio da Sociedad Argentina de Estudios Geograficos (2010) enquanto co-autora do livro Carballo, Cristina Teresa (Coord.) Cultura, Territorios y Prácticas Religiosas. Luján: Universidad Nacional de Luján, Argentina. 

11h00 | Intervalo

11h30 | Mobilidades – Diversidade de Itinerários e de Expressões

Motivada pelo trabalho ou por outras obrigações, a viagem que leva o ser humano a estabelecer-se noutros territórios traz consigo expressões diversificadas da cultura humana, indelevelmente marcadas pelas vivências anteriores e posteriores à viagem.

 

  • Mobilidade Laboral e Política dos Galegos en Portugal (1720-1850)
    Camilo Fernández Cortizo
    Cátedra Unesco 226 sobre Migracións, Universidade de Santiago de Compostela

    RESUMO
    A imigração laboral dos galegos para Portugal, com uma longa tradição desde a Idade Média, experimenta um aumento sem precedentes a partir de 1720, com dois destinos principais, o norte de Portugal e a área de Lisboa. Um século depois, a partir da década de 1820, Portugal acolhe também exilados políticos – liberais, cartistas e progressistas – fugidos de Espanha.

    NOTA CURRICULAR
    Camilo Fernández Cortizo, professor do Departamento de História (Universidade de Santiago de Compostela), é, na atualidade, Coordenador Geral do Máster interuniversitário em História Moderna “Monarquía de España, séculos XVI-XVIII” e Diretor da Cátedra UNESCO 226 sobre Migracións e Investigador Principal 2 do projeto de investigação “Culturas urbanas: las ciudades interiores en el noroeste ibérico, dinámicas e impacto en el espacio rural”. No decorrer dos últimos anos tem publicado vários artigos e capítulos sobre a emigração galega para o norte de Portugal (1720-1850) e sobre os exílios políticos em Portugal (1823-1847), país no qual tem realizado várias estadas em diferentes departamentos universitários e centros de investigação (N.E.P.S.-Guimarães; CEPESE-Porto; CITCEM-Porto; CEMRI-Lisboa; Centro de História-Lisboa). 

 

  • “Os Vossos Olhos a Nós Volvei”. Caminhos de Fé na Guerra do Ultramar: das Palavras aos Símbolos
    Graça Alves
    Centro de Estudos de História do Atlântico

    RESUMO
    Durante a Guerra colonial, a fé acompanhou os militares portugueses: as despedidas eram acompanhadas por cerimónias religiosas, nas cartas e aerogramas, circulavam palavras de apoio; transportavam junto de si símbolos religiosos (medalhinhas, estampas e terços), iam em peregrinação a Fátima. Em muitos casos, as companhias levavam consigo imagens que as acompanhavam na missão ou eram visitadas por imagens peregrinas. Os caminhos da guerra cruzaram-se, então, com os da fé. No âmbito do Projeto Memoria das Gentes que fazem a História, que desenvolvemos no CEHA desde 2012, abordaremos essas peregrinações, em cenários de guerra.

    NOTA CURRICULAR
    Graça Maria Nóbrega Alves nasceu no Funchal. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e é professora do Ensino Secundário, destacada no CEHA, onde tem desenvolvido projetos ligados à literatura e às histórias de vida – Memória das Gentes que fazem a História. É coautora da publicação Biblioteca Digital de Autores Insulares – Irene Lucília Andrade, 2011 e de Paisagens Literárias (quadros da Madeira), 2012, CEHA; de Cartas no Intervalo da Guerra, 2015, CEHA; Eu tenho uma carta escrita, Letras Lavadas, Ponta Delgada, 2018. Tem artigos publicados em diversas revistas e em diversas publicações do CEHA. É autora de contos e de romances.

12h30 | Debate

13h00 | Pausa para almoço

15h00 | Peregrinações – Vivências. Perspetiva Social e Etnológica

Com o ser humano que muda de lugar emigram também as referências religiosas que o caracterizam e que o fazem pertença de uma comunidade alargada que se organiza num território maior, transespacial, através das marcas devocionais que moldam o quotidiano.

 

  • Os Santos Tamén Emigran: Mobilidade Humana e Traslado de Devocións
    Domingo L. González Lopo
    Cátedra do Camiño de Santiago e das Peregrinacións, Universidade de Santiago de Compostela

    RESUMO
    A mobilidade dos indivíduos pressupõe igualmente a transferência das crenças e devoções próprias da terra de origem; da mesma maneira, o contacto com novas realidades espirituais supõe, depois do regresso, a introdução no lugar natal destas novas devoções, que, deste modo, se vão difundindo por novos lugares, ganhando também o afeto daqueles que nunca partiram.

    NOTA CURRICULAR
    Licenciado em Geografia e História desde junho de 1981 na especialidade de História Moderna, Domingo L. González Lopo defendeu a sua tese de doutoramento, em dezembro de 2001, sobre o tema “Las mentalidades religiosas de Antiguo Régimen en la Galicia ocidental”, dissertação que mereceu a qualificação de Sobresaliente cum laude, tendo-lhe sido outorgado, posteriormente, o Prémio Extraordinário de Doutoramento. Professor titular da Universidade de Santiago, à qual pertence desde 1986, tem lecionado, nos campus de Lugo e de Santiago, matérias relacionadas com a sua especialidade (História Moderna Universal, História de América e História da Galiza). Desde 1999 e até 2018 ocupou o cargo de coordenador-adjunto da Cátedra UNESCO n.º 226 sobre Migraciones, da Universidade de Santiago. Desde de junho de 2017 é o Diretor da Cátedra del Camino de Santiago y de las Peregrinaciones, da Universidade de Santiago de Compostela.

 

  • Virgem de Fátima: da Difusão do Culto à Composição de uma Geografia Psicológica
    Marco Daniel Duarte
    Departamento de Estudos do Santuário de Fátima; Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa; Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, Universidade de Coimbra

    RESUMO
    A vertiginosa difusão do culto à Virgem de Fátima, percecionada em Portugal e nalguns países da Europa logo na década de 20 de Novecentos, e espalhada a uma escala mundial a partir dos meados dessa centúria, fez compor uma rede devocional que se consubstancia nas práticas religiosas típicas do Santuário da Cova da Iria e que permite falar de uma geografia psicológica comum a quantos, nos diferentes lugares do globo, rezam, de forma privada ou de forma solene, diante de uma imagem branca que simboliza a paz no mundo.

    NOTA CURRICULAR
    Marco Daniel Duarte é diretor do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima, onde dirige o Arquivo e a Biblioteca, e do Museu do Santuário de Fátima. É ainda diretor do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima.
    Doutorado em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tem desenvolvido a sua investigação no âmbito dos estudos da Iconografia e da Iconologia, e, bem assim, no âmbito de diferentes temáticas relacionadas com o pensamento humano no contexto da História de Fátima.
    Pertence à Academia Portuguesa da História, como Académico Correspondente, à Academia Nacional de Belas-Artes, como Académico Correspondente Nacional, é Sócio Efetivo da Associação Portuguesa de Historiadores da Arte, Membro da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa.
    É Investigador do CLEPUL, Centro de Investigação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e do CEIS20-UC, Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra e entre 2012 e 2016 integrou o Seminário dos Jovens Cientistas do Instituto dos Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa. 
    Autor de vários estudos publicados em revistas científicas e editados em livro, alguns deles premiados, comissariou diversas exposições científicas subordinadas às temáticas da sua especialidade.

 

  • Formas de Assumir a Devoção a Nossa Senhora de Fátima em Espaço Migratório
    Maria Beatriz Rocha-Trindade
    Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais/Universidade Aberta

    RESUMO
    As marcas exteriores de devoção, concretizadas através de representações simbólicas que homenageiam uma entidade religiosa, consagram a sua existência. Tanto nos locais de origem como nos de fixação a intenção que subjaz ao assumir público de uma orientação religiosa em espaço aberto ou no interior da própria residência assume em regra o sentido de uma dupla pertença cultural. A associação de emblemáticas locais traduz a referência dupla que assim se concretiza.

    NOTA CURRICULAR
    Maria Beatriz Rocha-Trindade, socióloga, Doutorada pela Universidade de Paris V (Sorbonne) e Agregada pela Universidade Nova de Lisboa (FCSH) é Professora Catedrática na Universidade Aberta, onde fundou (1989) o Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais/CEMRI (Unidade de I&D da FCT/ MEC). Introduziu em Portugal o ensino da Sociologia das Migrações (a nível de Licenciatura e de Mestrado) e é autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as Migrações, sendo colaboradora habitual e referee de revistas científicas internacionais. É membro de diversas organizações científicas portuguesas e estrangeiras, designadamente, da Comissão Científica da Cátedra UNESCO sobre Migrações, da Universidade de Santiago de Compostela, Galiza. Em 1996 recebeu o Prémio da Associação Portuguesa de Organizações Museológicas (APOM). Foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito do Município de Fafe (5 de outubro de 2008) e foi distinguida pelo Comité National Français en Hommage à Aristides de Sousa Mendes (Hendaye, 2012) pelo seu pioneirismo na investigação da emigração. Ainda, pela Obra Católica Portuguesa das Migrações/ OCPM (Lisboa, 2012). É titular da Ordre National du Mérite, de França, com o grau de Chevalier e da Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, de Portugal.

 

16h30 | Debate

17h00 | Encerramento dos trabalhos do primeiro dia

 

Sexta, 7 de junho

10h00 | Turismo Religioso

A sociedade contemporânea adicionou à caracterização do Homo Viator a longa marcha mundial com que o turismo marca as sociedades, as culturas e as economias. Por razões religiosas, nunca apartadas das múltiplas razões culturais, a viagem religiosa continua a transformar mentalidades.

 

  • Peregrinacións, Itinerarios Culturais e Turismo
    Xosé M. Santos Solla
    Universidade de Santiago de Compostela

    RESUMO
    Nas últimas décadas, estamos a assistir a um aumento das peregrinações no mundo, mesmo naquelas sociedades em que a religião perdeu protagonismo na vida pública e privada. A leitura que queremos dar à nossa intervenção respeita a uma nova interpretação da versão tradicional das peregrinações, na qual o turismo e a cultura se relacionam para criar uma outra forma de peregrinar. O melhor exemplo são os Caminhos a Santiago, um velho itinerário de peregrinação que vai renascer pela mão da atividade turística sem que se desvincule da cultura.

    NOTA CURRICULAR
    Xosé M. Santos Solla é Professor Catedrático de Geografia Humana na Universidade de Santiago. A sua pesquisa está orientada fundamentalmente para o turismo, temática sobre a qual editou numerosas publicações em livros e também em revistas internacionais. O Caminho de Santiago, a gestão turística de cidades históricas ou o turismo rural são alguns dos eixos que norteiam a sua pesquisa. Foi o primeiro diretor do Centro de Estudos Turísticos da Universidade de Santiago de Compostela a partir do qual organizava o Observatório Turístico do Caminho e o da cidade de Santiago de Compostela.
    Tem realizado vários estágios de pesquisa em universidades de América e da Europa e também tem participado em muitos congressos internacionais.

 

  • Transitando por Camiños de Espiritualidade: de Turistas Relixiosos a Peregrinos
    Francisco Durán Villa
    Universidade de Santiago de Compostela

    RESUMO
    O desenvolvimento do turismo cultural e, em particular, daquele que está ligado ao fenómeno religioso, na transição do século XX para o XXI, está a eclipsar o surgimento de um desejo de espiritualidade na sociedade global, ligado tanto às vivências no seio das tradições religiosas, como àquelas que se estão desenrolando à margem das mesmas, em consonância com o processo de secularização crescente. Neste contexto de procura, as rotas seculares que conduzem a Santiago estão constituir-se espaço em que, no decorrer das quais, muitos turistas realizam a sua própria peregrinação pessoal, o que lhes possibilita uma experiência do mistério e permite dar um novo sentido às suas vidas.

    NOTA CURRICULAR
    Francisco R. Durán Villa é licenciado em Geografia e História, vertente Geografia, desde 1984. Doutor em Geografia desde 1997, com a defesa da tese de doutoramento com o título: La emigración española al Reino Unido. O trabalho foi classificado como Apto cum laude e foi-lhe concedido o Prémio Extraordinário de Doutoramento. É Professor Titular de Geografia, na Área de Análises Geográfico Regional, na Universidade de Santiago de Compostela. As suas principais linhas de investigação são a emigração, a demografia, a geografia urbana e os processos associados ao empobrecimento.
    Foi Diretor do Departamento de Geografia e Vice-reitor de Estudantes, Cultura e Formação Continua de la USC. Atualmente é Decano da Facultade de Geografia e História.
     

11h00 | Intervalo

11h30 - Fixar e Reproduzir a Dinâmica do Fenómeno Religioso

Constituindo-se como fenómeno humano particularmente expressivo, a peregrinação mostra-se matéria plástica que as artes não se dispensam de tomar, a fim de gerar, através dos gestos dos pés que caminham, novas manifestações artísticas e culturais.

 

  • As fotografias e a paisagem de Fátima, a propósito do “Prémio de Fotografia do Centenário das Aparições de Fátima” 
    Paulo Catrica
    Instituto de História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

    RESUMO
    Confrontando fotografias de tempos históricos e realizadas com suportes tecnológicos distintos, o enunciado convoca e relaciona fotografias enquanto suporte documental questionando a hipótese de narrativa e construção de uma paisagem metafórica do culto Fatimista.
    Esta perspetiva histórica da relação entre as fotografias, o acontecimento e a paisagem parte das fotografias de Judah Ruah do Milagre do Sol, 1917, pretendendo a comunicação discutir a relação entre a paisagem da Cova da Iria, antes de o ser, no momento da sua inscrição histórica, e as fotografias a concurso no Centenário das Aparições de Fátima.


    NOTA CURRICULAR
    Doutorado em Estudos de Fotografia, pela Universidade de Westminster, Londres, é também Mestre em Imagem e Comunicação, pelo Goldsmith’s College, Universidade de Londres, licenciado em História, pela Universidade Lusíada, Lisboa, e em Estudos de Fotografia, Ar.Co., Lisboa. Actualmente, é Investigador de Pós-Doutoramento, no Instituto de História Contemporânea, na FCSH, Universidade Nova, Lisboa. Entre as exposições que realizou, destacam-se Casa da Arquitectura (Matosinhos, 2018), Casa das Artes (Tavira, 2017), Galeria IPT (Tomar, 2017), Galeria Presença, (Porto, 2016), Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa, 2015), CAAA (Guimarães, 2014), no Centro de Arte Moderna, FCG (Lisboa, 2013), Fruitmarket Gallery (Edimburgh, 2012), Bluecoat (Liverpool, 2012), Fundación Centro de Arte Contemporáneo de Huarte (Pamplona, 2012), Galeria Carlos Carvalho (Lisboa, 2011), Milton Keynes Art Gallery (2011), Museu EDP (Lisboa, 2011), Galeria Quadrado Azul (Lisboa , 2008).
    É autor de Memorator (2015), Mode d’emploi (2014), TNSC (2011), Liceus (2005), You are Here (2003) e Periferias (1998). O seu trabalho faz parte de coleções de arte privadas e institucionais, em Portugal, Inglaterra, Espanha, Finlândia, França, Alemanha, Brasil, Canada e USA.

 

  • 1982: Camiño de Santiago. A Peregrinación en Tempos de Silencio
    Luís Menéndez Villalva
    Asociación de Periodistas de Santiago de Compostela

    RESUMO
    O ruído da sociedade moderna dificulta a reflexão pessoal, a interiorização espiritual e mesmo o encontro connosco próprios. Os meios de comunicação, tão favoráveis ao progresso da Humanidade, são por vezes um problema para o desenvolvimento pessoal devido à confusão e ao ruído envolvido na sua enorme diversidade.
    O autor, jornalista e peregrino, que fez o Caminho de Santiago pela primeira vez em 1982, antes do "boom" turístico e massificante. Na sua intervenção mostra os testemunhos e memórias dessa viagem a rumo a Compostela.


    NOTA CURRICULAR 
    Licenciado em Jornalismo pela Universidade Complutense de Madrid (1981). Trabalhou em publicações de imprensa, rádio e televisão e foi um dos pioneiros da Televisión de Galicia (TVG), na qual criou e dirigiu a série Galegos no mundo e numerosos programas como Galeguidade, Europa ou Camiños de Santiago. É presidente da Asociación de Periodistas de Santiago de Compostela (APSC), delegado para as relações internacionais da FAPE (Federación Española de Periodistas) e membro do comité executivo da IFJ (International Federation of Journalists).
     

12h30 | Debate

13h00 | Encerramento

 

ORGANIZAÇÃO

Cátedra do Camiño de Santiago e das Peregrinacións, Universidade de Santiago de Compostela

Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais, Universidade Aberta

Departamento de Estudos do Santuário de Fátima

 

Entidades envolvidas e afiliações científicas:

Sociedade de Geografia de Lisboa

 

APSC - Asociación de Periodistas de Santiago de Compostela

Cátedra do Camiño de Santiago e das Peregrinacións, Universidade de Santiago de Compostela

Cátedra Unesco 226 sobre Migracións, Universidade de Santiago de Compostela

CEHA - Centro de Estudos de História do Atlântico

CEIS20-UC - Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, Universidade de Coimbra

CEMRI/UAb - Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais, Universidade Aberta

CICS.NOVA.IPLeiria - Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Leiria

CLEPUL - Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa

Departamento de Estudos do Santuário de Fátima

Dirección Xeral de Turismo, Santiago de Compostela

IHC/ NOVA-FCSH - Instituto de História Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

USC - Universidade de Santiago de Compostela 

 

 

 

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HORÁRIOS

20 set 2019

Missa, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

  • 07h30
Missa

Rosário, na Capelinha das Aparições

  • 12h00
Terço
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