02 de novembro, 2026
Comemoração dos Fiéis Defuntos é dia de esperança, gratidão e uniãoNa missa desta manhã, o reitor do Santuário de Fátima lembrou que a fé na ressurreição transforma a recordação dos que morreram numa expressão de esperança e confiança em Deus.
A Comemoração dos Fiéis Defuntos, que se assinala neste 2 de novembro, deve ser vivida não como um dia de tristeza, mas “como um dia de esperança, gratidão e união aos nossos irmãos defuntos”. Esta foi a mensagem deixada pelo reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, na missa das 11h00, celebrada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário. Na homilia, o sacerdote sublinhou que a memória dos familiares, amigos e de todas as pessoas que marcaram a vida de cada um está profundamente ligada à fé cristã na ressurreição. “É porque acreditamos que a morte não é o fim de tudo, porque acreditamos que, com a sua ressurreição, Cristo venceu a morte, que lembramos os fiéis defuntos e rezamos por eles”, afirmou. “A nossa fé diz-nos que eles não desapareceram definitivamente: apenas foram à nossa frente”, acrescentou. E recordou a promessa de Cristo, no Evangelho hoje proclamado, como fundamento desta confiança: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá”. O reitor do Santuário de Fátima destacou três dimensões que devem marcar esta comemoração. Referiu-se a este dia como sendo “de esperança, porque acreditamos na ressurreição”; “de gratidão a Deus, por aqueles que conhecemos e que foram importantes para nós”; e “de união com os irmãos defuntos, que se expressa sobretudo na oração por eles, para que a misericórdia de Deus os transfigure e purifique e possam contemplar a beleza e bondade de Deus”. No final da homilia, o padre Carlos Cabecinhas convidou os peregrinos a fazerem da Eucaristia um momento de comunhão com os que já partiram: “Apresentemo-los ao Senhor com esperança, confiança e gratidão”. |