13 de outubro, 2026

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Em Fátima, 100 mil peregrinos uniram-se em oração pelo Papa Leão XIV

D. José Cordeiro pediu pela rápida recuperação do Papa Leão XIV, internado esta manhã em Roma para uma intervenção cirúrgica.

 

Cerca de 100 mil peregrinos rezaram em Fátima pela saúde do Papa Leão XIV, que hoje é internado em Roma para ser submetido a uma cirurgia para remoção de um nódulo pulmonar. O presidente da Peregrinação, D. José Cordeiro, expressou esta proximidade no final da homilia, com uma oração onde pediu a rápida recuperação do Santo Padre.

“Ó Virgem do Rosário, de Fátima Senhora, fazei do nosso coração um lugar de paz. Protegei o sucessor de Pedro, o Papa. Aqui em Fátima, rezamos sempre pelo nosso querido Papa, que esta manhã dá entrada no hospital para a intervenção cirúrgica ao nódulo do pulmão. Que possa sentir o belo respirar da nossa oração aqui em Fátima. Senhora, protegei o Santo Padre”, pediu o arcebispo de Braga.

Na reflexão que ofereceu na Missa Internacional Aniversária de 13 de outubro, o presidente da Peregrinação apontou para o essencial da fé cristã: o encontro pessoal e transformador com Jesus Cristo, que se deve traduzir numa conversão interior geradora de paz.

“A fé que recebemos da Igreja precisa de se tornar vida, o conhecimento sobre Jesus Cristo precisa de se transformar em encontro com Ele”, afirmou o presidente da Peregrinação, apelando a uma conversão com vista à construção da paz através de pequenos gestos concretos.

“A paz pela qual rezamos começa quando deixamos de alimentar conflitos, quando aprendemos a perdoar, a escutar e a procurar o bem comum, quando o nosso coração se deixa pacificar por Cristo. Com o coração pacificado, poderemos ajudar a promover a paz nas nossas famílias, nas nossas comunidades paroquiais e nos nossos lugares de trabalho”, concretizou D. José Cordeiro.

 

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O arcebispo de Braga enquadrou este apelo na conjuntura atual de guerras e dos respetivos impactos económicos, com uma subida generalizada do custo de vida e as dificuldades no acesso à habitação sentidas em Portugal.

Perante estas adversidades, D. José Cordeiro sustentou que seguir a Cristo “não permite que o medo ou o desânimo tenham a última palavra”, antes “transforma também a nossa maneira de olhar o mundo e de estar nele”.

“Fazemos parte de um corpo vivo, a Igreja, membros de Cristo, e por isso temos a responsabilidade de contribuir com os nossos gestos para a pacificação do nosso mundo”, sublinhou o arcebispo de Braga, deixando um apelo à unidade.

“Nós podemos rezar pela paz e pela conversão dos corações daqueles que propagam a guerra e os interesses a ela associados. Todavia, precisamos de pacificar o nosso coração, rejeitando as lógicas de poder e de procura do bem próprio, rejeitando os conflitos e discussões que tantas vezes se instalam entre nós pelos motivos mais fúteis. A paz pela qual rezamos começa dentro de nós”, concluiu o presidente da celebração.

Tal como na Celebração da Palavra da noite de ontem, também hoje os peregrinos reunidos no Recinto de Oração rezaram particularmente pelo Papa.

“Pelo Papa Leão XIV, para que a graça de Deus seja o seu conforto, recupere rapidamente a saúde, e sejam ouvidos os seus apelos pela construção da paz desarmada e desarmante, oremos, por intercessão de Maria”, pediu-se, na Oração Universal.

 

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A encerrar a celebração, na habitual palavra final aos peregrinos, o bispo de Leiria-Fátima, D. José Ornelas, uniu-se aos apelos pela recuperação do Papa Leão XIV, lembrando todos os que sofrem nos hospitais, em lares ou na solidão.

“Peçamos ao Bom Pastor que lhe dê a força de que precisa e a saúde necessária para continuar o seu serviço ao Povo de Deus e ao mundo”, pediu D. José Ornelas, exortando os peregrinos a regressarem a casa como construtores de um caminho sinodal atento “às vítimas da guerra, da discriminação, da injustiça e dos mais frágeis”.

O bispo de Leiria-Fátima agradeceu ainda a D. José Cordeiro a sua presença e a “palavra de conforto e desafio nos tempos complexos e conflituosos em que vivemos” dirigida aos peregrinos.

 

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