11 de outubro, 2026

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“Impõe-se o esforço de coerência entre a fé que professamos e o modo como vivemos”

Reitor do Santuário de Fátima lembrou que a resposta ao convite de Deus não se manifesta apenas em palavras, mas sobretudo nas atitudes, nos valores e nas opções de vida.

 

O reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, incentivou, este domingo, os peregrinos a refletirem sobre a forma como respondem ao convite de Deus, alertando para o risco de uma fé que não se traduz em gestos concretos no quotidiano.

Na homilia da missa celebrada esta manhã, no Recinto de Oração, o sacerdote afirmou que “é a nossa vida que dá resposta, não a nossa boca”, sublinhando que não basta professar a fé ou participar nas celebrações religiosas, mas que é necessário viver de acordo com os ensinamentos de Jesus.

A partir da parábola evangélica do banquete nupcial, o reitor explicou que a imagem apresentada traduz a comunhão com Deus, que convida gratuitamente cada pessoa a experimentar a sua presença. A questão decisiva, observou, “não é se Deus convida ou não; a questão decisiva é como é que respondemos ao convite que Deus nos dirige”.

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O padre Carlos Cabecinhas identificou três formas de recusar o convite de Deus: a indiferença, a excessiva preocupação com os afazeres e projetos pessoais e a incoerência entre a fé professada e o modo de viver.

“Não é que rejeitemos Deus de forma simples e direta; é que depois, no dia a dia, não somos consequentes e não damos a Deus lugar”, afirmou, ao mesmo tempo que alertou para a possibilidade de as preocupações quotidianas afastarem as pessoas da relação com Deus.

A parábola do convidado que se apresenta sem veste nupcial foi também evocada como uma advertência aos que já acolheram a fé. “Não basta entrar na sala do banquete. Não basta ter sido convidado e ter dito que se aceita o convite. É preciso, além disso, vestir um estilo de vida que ponha em prática os ensinamentos de Jesus”, referiu.

“É a nossa vida, as nossas atitudes, valores e opções que manifestam o modo como acolhemos o convite de Deus”, sublinhou o reitor, relacionando esta reflexão com a Eucaristia, também ela um banquete para o qual os fiéis são convidados.

“Nós que aqui nos encontramos, felizmente aceitámos o convite para vir. Mas não basta estarmos presentes: impõe-se também o esforço de coerência entre o que celebramos, a fé que professamos e aqui nos reúne, e o modo como vivemos”, salientou.

Mensagem de Fátima convida à comunhão com Deus

O padre Carlos Cabecinhas relacionou ainda esta reflexão com a mensagem de Fátima, que considerou um apelo a responder generosamente ao convite de Deus e a dar-lhe o lugar que lhe compete na vida de cada pessoa.

Nesse sentido, apontou os santos Francisco e Jacinta Marto como modelos a seguir, não apenas pela prontidão com que responderam ao apelo de Deus, mas também pela coerência entre a fé e a vida. Recordou que a Igreja, ao reconhecer a sua santidade, apresenta-os como intercessores e exemplos para os fiéis.

“Somos desafiados a imitar essa prontidão, mas também a imitar a coerência entre a resposta que eles deram e as suas vidas”, concluiu.

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Cerca de 20 mil peregrinos participaram na missa das 11h00 deste domingo, no Recinto de Oração. Para esta celebração inscreveram-se nos serviços do Santuário oito grupos de peregrinos portugueses e nove provenientes do estrangeiro: três da Irlanda, dois da Alemanha, um de Espanha, um de França, um do Haiti e um de Malta.

 

Áudio da homilia do padre Carlos Cabecinhas

 

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