07 de outubro, 2026

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Santuário de Fátima propõe viagem musical pelos quatro elementos

Schola Cantorvm Colegiada de Cedofeita estreia “Assombro” no próximo concerto “Ecos de Fátima”, dia 18 de outubro, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário.

Os elementos terra, água, ar e fogo encontram-se com a música no próximo concerto “Ecos de Fátima”, que se realiza no dia 18 de outubro, às 15h30, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário.

Com o título “Memórias deste lugar”, a interpretação estará a cargo da Schola Cantorvm Colegiada de Cedofeita, sob direção de Nuno Miguel de Almeida, com Fernando Cruz ao órgão e Maria do Céu Maia na declamação.

O concerto terá como momento central a estreia de “Assombro”, uma obra criada especificamente para esta ocasião. Concebido em quatro partes, percorre cada um dos elementos – terra, água, ar e fogo – através da música e da palavra, propondo uma leitura artística das paisagens, dos símbolos e das experiências que marcam a vivência de Fátima.

Os quatro elementos tornam-se, assim, pontos de partida para uma viagem sonora que procura trazer à memória aquilo que este lugar significa.

Com texto da autoria de Maria do Céu Maia, a obra foi encomendada pela Schola Cantorvm Colegiada de Cedofeita e reúne a criação musical de Nuno Miguel de Almeida, Fernando Cruz, Daniel Sousa e António José Pedrosa. Cada compositor assina um dos quatro andamentos, estabelecendo um diálogo entre a palavra e a música.

Um percurso dedicado à música

Fundada em 2018 por Nuno Miguel de Almeida, a Schola Cantorvm Colegiada de Cedofeita nasce na Paróquia de S. Martinho de Cedofeita, no Porto, como um agrupamento vocal feminino dedicado à música sacra e ao serviço da Liturgia.

Apresentando-se tanto em formação de vozes iguais (S.S.A.A), como vozes mistas (S.A.T.B), este agrupamento procura reencontrar na música o lugar do sagrado, recuperando práticas esquecidas, preservando o património litúrgico e estimulando a criação de novas obras. Mais do que cantar, procura fazer da música uma forma de oração, memória e encontro.

Ao longo do seu percurso, tem desenvolvido projetos artísticos e pedagógicos, cruzando a música coral com a palavra, a poesia, a história e o espaço. Destacam-se “Tenho Sede”, “Sob o manto de Maria”, “A cidade dos dois sóis”, “Ceremony of Carols”, “Rorate – Um canto alumiado”, “Nunc Dimittis” entre tantos outros, apresentados em igrejas, mosteiros e espaços culturais de referência um pouco por todo o país.

Com presença em festivais como Cistermúsica, Terras sem Sombra, FIMUV, Animae, Ciclo Villa Organi, entre outros, este agrupamento, afirma-se como lugar de diálogo entre tradição e criação, entre o céu e a terra.

Em 2027, prossegue o seu caminho com novos projetos artísticos e pedagógicos, procurando deixar, através da música, um legado vivo ao serviço da liturgia e da cultura.

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