19 de junho, 2026

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“A força das armas não basta para fazer a paz”

Quatro mil peregrinos participaram na missa da Peregrinação das Forças Armadas e de Segurança.

 

Na homilia da missa celebrada esta manhã na Basílica da Santíssima Trindade, D. Sérgio Dinis, bispo das Forças Armadas e de Segurança, apresentou a mensagem de Fátima como raiz da construção da verdadeira paz.

O bispo apelou aos participantes da Peregrinação das Forças Armadas e de Segurança – que tem lugar desde ontem em Fátima – a viverem o seu serviço como uma vocação e um chamamento de Deus.

O bispo descreveu o serviço militar e policial como “uma resposta a um chamamento que interpela a consciência e exige que se ponha em risco não apenas o corpo, mas também toda a vida interior”.

Nesse sentido, convidou os participantes a interrogarem-se sobre o sentido da sua missão e sobre o lugar que Deus ocupa na sua vida.

O presidente da celebração lançou, depois, a pergunta que deve acompanhar todos aqueles que servem: “Onde está o nosso coração no cumprimento do dever?”, acrescentando que o serviço exige “não apenas mãos competentes e vontade firme, mas um coração vivo capaz de reconhecer nos outros o rosto daquele a quem servimos”.

Ao recordar as palavras proferidas pelo Papa Leão XIV dirigidas a um grupo de militares, no Vaticano, D. Sérgio Dinis lembrou que, embora a identidade do militar seja moldada pela generosidade, pelo espírito de serviço e por elevadas aspirações, estes valores necessitam "da graça de Deus, capaz de alimentar a caridade até à dedicação total de si mesmo”.

Nesse sentido, o presidente da celebração apresentou a mensagem de Fátima como um “itinerário interior”, recordando que a paz se constrói sobretudo pela conversão do coração de cada pessoa.

“Esta paz mais profunda tem um caminho e Maria, nossa mãe, indica-o: é o caminho da conversão do coração, a oração perseverante e a vida sacramental”, afirmou o bispo das Forças Armadas e de Segurança, antes de lançar um alerta final.

“A força das armas não basta para fazer a paz e a segurança que vem dos equipamentos precisa de uma raiz mais profunda”, afirmou, exortando os militares a colocar tudo o que são e fazem “ao serviço do que é mais sagrado: ao serviço da vida humana”.

Na celebração participaram cerca de quatro mil peregrinos e concelebraram 31 sacerdotes e um diácono.

 

Áudio da homilia de D. Sérgio Dinis

 

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