09 de julho, 2021

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6.ª edição dos Cursos de Verão do Santuário de Fátima termina com “balanço francamente positivo”

Iniciativa abordou ao longo de três dias o tema “Os rostos de Fátima: faces visíveis e invisíveis de um fenómeno secular”

 

 


A 6.ª edição dos Cursos de Verão do Santuário de Fátima terminou, esta tarde, com um “balanço francamente positivo”, afirmou Marco Daniel Duarte, Diretor do Departamento de Estudos.
Ao longo de três dias, os mais de 80 formandos foram convidados a refletir sobre os rostos que contribuíram para a consolidação, divulgação e estudo do fenómeno de Fátima e os rostos que, por outro lado, criticaram o acontecimento.

No primeiro dia, os participantes tiveram acesso a conteúdos sobre Francisco, Jacinta e Lúcia, a ação dos bispos e reitores do Santuário de Fátima, os opositores e detratores, os intelectuais que pensaram Fátima e, no final do dia, foi puderam ver o documentário “Santos vizinhos: duas crianças que se fizeram candeias da humanidade a partir de Fátima”.

No segundo dia, a reflexão assentou nos impulsionadores da globalização do Fenómeno de Fátima, no corpus teológico de Fátima, na experiência orante da Cova da Iria e na fisionomia artística do Santuário de Fátima. O dia culminou com o visionamento de um vídeo de uma visita guiada à exposição temporária “Rostos de Fátima: fisionomias de uma paisagem espiritual”.

O terceiro e último dia começou com uma aula sobre o rosto dos Media em Fátima e o rosto de Fátima a partir dos Media, seguindo-se uma apresentação sobre os rostos e os discursos dos Papas em Fátima. No período vespertino, Marco Daniel Duarte traçou uma iconografia do peregrino de Fátima: "aquele que é considerado o protagonista de Fátima”. “A palavra «peregrino» devia estar no dicionário como nome coletivo, porque, apesar de se caminhar sozinho, caminha-se em nome de uma humanidade coletiva”, considerou o formador, ressalvando que a “peregrinação a Fátima tem a particularidade de ser uma peregrinação em comunidade”.

Na apresentação de alguns dos traços desta iconografia, Marco Daniel Duarte recorreu a fontes fotográficas. “Fátima tem uma relação intrínseca com a fotografia, que é, desde a primeira hora, elemento primordial de informação”, justificou. Na Cova da iria, “os peregrinos fazem-se auto-representar pelos ex-votos que deixam e é uma destrinça com outros Santuários”. “Na palavra peregrinos, enquanto substantivo coletivo, é importante cada rosto, mas o que aqui ganha corpo é a massa, mesmo com um Santuário vazio, sentimos o silêncio, por comparação pela falta dos peregrinos que não estão lá”, reiterou o historiador, explicando que a multidão em Fátima “não é uma multidão das cidades cosmopolitas, é orgânica" e "tem uma fisionomia própria, quente até”. Em Fátima, os “peregrinos penitentes provocam as mais diversas reações em quem vê, mas é arraigada à ideia de peregrinação, de reparação dos pecados. O assumir-se peregrino é assumir-se pecador”.

Na aula final deste curso, Marco Daniel Duarte considerou estar “demonstrado que não se consegue entender Fátima sem que a biografia seja chamada a dizer Fátima”. Neste lugar, “cada rosto equivale a um ser, com identidade própria, com uma história de vida que, em determinado momento, se cruza com essa biografia maior que também pode ser objeto da nossa reflexão”. A noção de micro e macroescala em Fátima é “claramente global”, pois o peregrino, diante da Imagem de Nossa Senhora, “pode ter por vezes uma intervenção política, com o simples gesto de levantar uma bandeira, que, se for biografável, dá voz a quem não tem voz e esse tema pertence a Fátima”. “As mensagens dirigidas a Nossa Senhora de Fátima, o que chamamos de «Correio de Nossa Senhora», são partículas de microbiografias”, considerou. Ao falar dos videntes, Marco Daniel Duarte afirmou que “Lúcia é uma biografa”, pois, nas suas Memórias, “constrói a história de santidade de seus primos”.

Por seu turno, “a autobiografia de Lúcia está escondida nas Memórias, nos seus textos, a cada passo, como narradora, algumas vezes claramente autodiegética”. Em Fátima, “podem e deve haver biógrafos, há incontáveis rostos, tantos quantos acreditam estar ligados pelo espírito do Deus que seguem”, concluiu, ao apresentar alguns números. A Coleção da Onomástica do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima conta com 2081 entradas. Nos volumes da Documentação Crítica de Fátima constam cerca de 4834 nomes. Na Enciclopédia de Fátima, nas 127 entradas, 33 são entradas de cariz biográfico.

Em 2022, a 7.ª Edição dos Cursos de Verão do Santuário de Fátima tem data marcada para 6, 7 e 8 de julho.

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