19 de fevereiro, 2026

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Conferência apresentou o Santuário de Fátima como destino de Fé em evento de Turismo Religioso

Intitulada “Os lugares de Fé — memória, espiritualidade e experiência do peregrino em Fátima”, a conferência apresentou o Santuário como destino de Fé, no evento XIII Workshops Internacionais de Turismo Religioso.

 

Na declaração “Fátima é o mais importante destino turístico religioso português” o reitor do Santuário de Fátima sinalizou a posterior conferência que apresentou do Santuário de Fátima como destino de Fé e peregrinação, na conferência intitulada “Os Lugares de Fé: Memória, Espiritualidade e Experiência do Peregrino em Fátima”, por Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário de Fátima. A conferência ocorreu na manhã do primeiro dia da 13.ª edição dos Workshops Internacionais de Turismo Religioso. 

A conferência começou por olhar para a afluência de peregrinos a santuários no mundo, destacou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe no México e o Santuário Nacional de Aparecida no Brasil como os mais visitados em termos de número total anual de visitas  de peregrinos, e mencionou, em seguida, o Santuário de Fátima de Portugal como um dos santuários marianos mais visitados no mundo, e como o mais destacado na Europa. Para tal, citou os números de presença contabilizados segundo critério de participação efetiva de peregrinos em celebrações do Santuário em 2025 e anos anteriores apresentados no recente Encontro de Hoteleiros de 2026. 

Marco Daniel Duarte desenvolveu o tema específico “Os lugares de Fé — memória, espiritualidade e experiência do peregrino em Fátima”. Dividiu a conferência, de acordo com o título, em memória, espiritualidade e experiência do peregrino, em Fátima.

O conferencista discorreu primeiro sobre as primeiras memórias de Fátima, com o início da afirmação do lugar das azinheiras como “lugar de Fé”, e a sua célere internacionalização. Mesmo com a configuração de comunicações própria da época, sublinhou, um soldado português, nos campos de batalha em França, escreveu a António, pai de uma das três crianças, em setembro de 1917, a propósito de Fátima. Mostrou como, em 1917, o número de peregrinos passa de 3 crianças em maio para cerca de 70 mil pessoas em outubro, com fotografias e registos históricos da época que testemunham uma multidão, presente na Cova da Iria no dia 13 de outubro; dia que referiu como “um dos dias fundadores dessa imensidão de pessoas que vêm a Fátima até aos dias de hoje”.

Descreveu a internacionalização de Fátima como um processo que se faz a partir do lugar, mas, em simultâneo, a partir de uma mensagem que se faz peregrina no mundo. Deste aspeto, mencionou a importância das viagens da Virgem Peregrina de Fátima que, a partir de 1947, têm levado imagens de Nossa Senhora do Rosário de Fátima a todos os continentes, e a múltiplos contextos culturais, com uma mensagem de paz.

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Na parte dedicada à espiritualidade, Marco Daniel Duarte desenvolveu a questão da paz, não só no sentido literal de oposição à guerra, mas a paz interior, questão vinculada a uma teologia que aponta ao coração, pela configuração dos peregrinos crentes com o Coração Imaculado de Maria, com vista a uma reconciliação, a uma transformação da vida de cada um “para restaurar no mundo aquilo que não está bem”, com o apoio da oração, com o Rosário, que leve à “solidariedade no mundo”, ao reconhecimento da “presença de Deus na história humana”, e a “consciência que os peregrinos fazem, a partir de Fátima, da pertença a uma comunidade eclesial, a que chamam Igreja”. 

No respeitante à experiência de Fátima, afirmou que, ainda que seja uma experiência coletiva e reproduzida e amplificada em outros lugares do mundo, é sempre uma “experiência única, que não se vive em mais lado nenhum” como se vive em Fátima. Classificou a experiência de Fátima como “multiforme”. Vivida, por cada peregrino, de forma única. Porque “a experiência da comunidade existe tanto quanto a experiência da individualidade dos peregrinos”.

A peregrinação é uma ideia que é religiosa, tanto quanto é imagem, metáfora da própria vida, disse. “O caminho muito específico do peregrino” foi registado ou descrito, ao longo do tempo, por diversas artes, desde a literatura, à pintura, à fotografia. Os peregrinos encerram, eles próprios, a sua experiência única, captada em Fátima, por vezes de forma mais profunda, pelo olhar dos fotógrafos. A chegada a Fátima, descreveu-a como uma “festa da fraternidade”.

O Santuário de Fátima, concluiu, é lugar de Fé, das mais diversas experiências de cada peregrino, das multiplicidades de milhões de peregrinos que visitam, ano após ano, o Santuário, e nele vivem a sua experiência de Fátima.

O evento designado XIII Workshops Internacionais de Turismo Religioso é uma iniciativa e organização da ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima, em parceria com o Município de Ourém, o Turismo do Centro de Portugal e o Turismo de Portugal. Decorre nos dias 19 e 20 de fevereiro, em Fátima, e no dia 23 de fevereiro, na Guarda. 

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