23 de fevereiro, 2026
Encontro de Guias-Intérpretes centrado no ciclo cordimarianoCoração de Maria e a unidade entre ciclos angélico, mariano e cordimariano foram referidos no primeiro dos dois dias do 45.º Encontro de Guias-Intérpretes.
Na sua 45.ª edição, o Encontro de Guias-Intérpretes, em curso no Santuário de Fátima, contempla o Coração de Maria e destacou, no primeiro dia formativo, a unidade entre os ciclos angélico, mariano e cordimariano. André Pereira, diretor do Departamento de Acolhimento e Pastoral do Santuário de Fátima, transmitiu júbilo ao receber os guias, agradeceu a sua presença, e reconheceu o papel fundamental dos Guias-Intérpretes como aqueles que, a partir do conhecimento adquirido nestes encontros, fazem florescer novos itinerários de aprofundamento com os grupos de peregrinos que guiam. Na abertura, André Pereira e o padre Carlos Cabecinhas fizeram uma introdução geral ao encontro e às linhas guia de enquadramento e contexto pastoral, e situaram o ciclo cordimariano no contexto histórico da época. André Pereira transmitiu e aclarou a estrutura, a amplitude de temas a abordar, e a especificidade do tema tratado este ano no encontro, sob o título “O ciclo cordimariano das aparições de Fátima: história, mensagem, iconografia”. O responsável máximo do Santuário de Fátima desenvolveu um enquadramento geral da realização do encontro, no biénio e quadriénio pastoral em curso. A partir do tema do ano “Coração de Maria, Caminho para ver a Deus”, deteve-se no tema do encontro, centrado no ciclo cordimariano. Olhou o tempo e as circuntâncias históricas relacionadas com a Primeira República, que levaram a que Irmã Lúcia tenha tido que iniciar o seu percurso na vida religiosa em Pontevedra e em Tuy, locais das aparições do ciclo cordimariano. A partir da aparição de Tuy realçou a expressão “Graça e Misericórdia”, tema geral elevado sobre o biénio “Coração de Maria, Caminho para ver a Deus”. O reitor do Santuário de Fátima clarificou que é esse horizonte que se pretende sublinhar e que o desafio, colocado aos guias-intérpretes e aos peregrinos de Fátima, “é que cada um possa assumir como suas as palavras confiantes de Lúcia”. Que cada um possa dizer, como a Lúcia, que o Imaculado Coração de Maria será sempre o seu refúgio, guia, força, e luz do caminho. O padre Carlos Cabecinhas afirmou que, no novo ciclo pastoral, pretende-se dar a conhecer mais amplamente a história das aparições de Fátima, nomeadamente o ciclo de aparições posteriores a 1917, ao aprofundar e desenvolver a interpretação dos seus temas nucleares e das chaves de leitura teológica para o seu entendimento. E, em simultâneo, aprofundar a reflexão sobre o lugar de Maria, difundir a devoção dos primeiros sábados, assinalar, de Pontevedra e Tuy as centenárias datas contemporâneas, e prosseguir o aprofundamento da leitura e difusão de Lúcia. Para os objetivos enunciados o padre Carlos Cabecinhas lembrou propostas e ações concretas, algumas das quais a decorrer, como o presente encontro de guias-intérpretes, com uma visita guiada à exposição temporária “Refúgio e Caminho” por Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário de Fátima como complemento da sessão formativa “A figuração do Imaculado Coração de Maria: criação e desenvolvimento de um subtipo iconográfico”. O reitor do Santuário de Fátima destacou ainda as propostas variadas de formação e vivência espiritual pela Escola do Santuário ao longo do ano, bem como o programa cultural e musical, declinado em concertos de entrada livre realizados aos domingos, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, pelos organistas do Santuário. O segundo dia do 45.º Encontro de Guias-Intérpretes prevê um itinerário pelo património religioso de Santarém. Os participantes visitam a Igreja de Santa Clara, a Catedral, o Museu Diocesano, o Luiza Andaluz Centro de Conhecimento e o Santuário do Santíssimo Milagre. A coordenação das visitas, em Santarém, esteve a cargo do padre Joaquim Ganhão, diretor do Museu Diocesano de Santarém e do Departamento de Liturgia do Santuário, e as visitas são orientadas por Eva Neves, do Museu Diocesano de Santarém, e Mafalda Leitão, religiosa das Servas de Nossa Senhora de Fátima e coordenadora do Luiza Andaluz Centro de Conhecimento. |