14 de dezembro, 2025

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“O Advento coloca lado a lado estas duas esperanças: a construção da paz e de um mundo novo”

Na missa a que presidiu, neste dia 14 de dezembro, D. José Ornelas apelou a uma esperança que não espera sentada, mas que se traduz em gestos concretos de paz e cuidado com os mais frágeis.

 

Na missa deste III Domingo do Advento, celebrada na Basílica da Santíssima Trindade, o bispo de Leiria-Fátima encorajou os fiéis a viverem a espera do Natal não com passividade, mas como um caminho de esperança ativa e compromisso concreto com a transformação do mundo.

D. José Ornelas sublinhou que o Advento é tempo de alegria e de ação, em que cada pessoa é chamada a “pôr-se a caminho” para tornar Jesus presente no meio da comunidade. E trazendo à memória a recente festa da Imaculada Conceição e a sua evocação como modelo de escuta e de disponibilidade à Palavra de Deus, desafiou os peregrinos a compreenderem o Advento como preparação concreta para o Natal, marcada pela conversão do coração e pelo cuidado com os mais frágeis.

Na homilia, o bispo de Leiria-Fátima retomou a mensagem do profeta Isaías ao povo no exílio, um povo sem esperança, a quem Deus promete salvação e justiça. Essa palavra, mesmo em contextos de sofrimento e desânimo, constitui uma força capaz de gerar transformação real quando acolhida no coração das pessoas. “A esperança não se espera sentado, constrói-se”, foi uma das ideias que vincou.

Na reflexão que partilhou com os peregrinos, o presidente da celebração abordou também o sofrimento do mundo atual, marcado por guerras, injustiças, desastres naturais e pela fragilidade humana. Situações como os conflitos na Ucrânia, em Gaza e noutras regiões foram lembradas como sinais de um mundo que ainda está longe do projeto de Deus.

“O advento coloca lado a lado estas duas esperanças: a construção da paz e de um mundo novo que só pode vir de Deus”, salientou D. José Ornelas.

“Temos muito sofrimento causado por nós próprios”, referiu. A par do “mau agir”, existe ainda a fragilidade do ser humano, pelo que o grande projeto de Deus, a vida em plenitude, “não cabe nesta terra”.

A partir do diálogo entre Jesus e João Batista, sublinhou que os sinais do Reino — cegos que veem, doentes curados, pobres evangelizados — revelam a presença de Deus junto da humanidade sofredora. O bispo de Leiria-Fátima reforçou que, mesmo diante da morte e dos limites humanos, a esperança cristã não se extingue, mas funda-se na vida nova que Deus promete.

Na missa deste domingo, foram ainda lembrados todos os que trabalham no Santuário de Fátima. “Este Santuário é chamado a ser sinal dessa esperança”, na medida em que Maria veio cuidar de três crianças frágeis.

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Outro sinal de esperança que D. José Ornelas destacou foi a bênção das crianças e das grávidas que também teve lugar nesta celebração, reforçando a mensagem de que o cuidado com a fragilidade é uma atitude essencial do Advento.

Referindo-se à vida como um “sonho em construção”, que exige dedicação, cuidado e fé, o bispo de Leiria-Fátima apontou como caminho a esperança cristã que não ilude, mas sustenta e transforma.

Nesta celebração, foram igualmente benzidas as imagens do Menino Jesus.

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Áudio da homilia de D. José Ornelas

 

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