23 de junho, 2026

2026-06-22acolitolourenco1.jpg

O pequeno peregrino acólito, que veio a Fátima sem saber andar

Entre os cerca de quatro mil peregrinos que participaram na 30.ª Peregrinação Nacional dos Acólitos ao Santuário de Fátima, esteve Lourenço, um peregrino com meses de vida, que veio de alva.


No passado dia 1 de maio, o Santuário acolheu mais uma Peregrinação Nacional dos Acólitos a Fátima. Entre os cerca de quatro mil participantes, houve uma participação especial: o pequeno Lourenço veio de alva à Cova da Iria, ainda bebé, ao colo dos pais.

A Peregrinação dos Acólitos oferece sempre uma moldura humana visualmente impressionante e bonita. Este ano, entre os milhares de alvas da assembleia de peregrinos, havia uma que saltava à vista: a do pequeno Lourenço que, com apenas 4 meses de vida, era o peregrino mais novo ali presente.

Veio ao colo dos pais, Ana Rute e Tiago, também eles acólitos, da paróquia de São Pedro de Castelões, Arouca, onde começou esta “vocação precoce”, na missa do seu batizado. Mas, antes, quisemos conhecer a história dos pais.

A ligação de Ana Rute ao acolitato confunde-se com a sua própria vida. Também ela se iniciou no serviço ao altar muito nova, tinha apenas 6 anos, mas as raízes já vinham da primeira infância.
“Nos Estados Unidos da América, onde vivi desde os 2 anos, os meus pais eram ministros da comunhão e faziam parte do serviço de acólitos, numa paróquia em Riverside. Quando regressámos a Portugal, entrei logo nos acólitos. Na altura, havia lá uma menina que me foi ensinando sobre este serviço e eu fui aprendendo com entusiasmo”, conta, ciente de que as memórias mais vívidas remontam aos 12 anos de idade, quando começou a assumir algumas funções básicas.

A chegada de um novo pároco, no período da pandemia, deu um novo fôlego à participação de Ana Rute. Na altura, o grupo paroquial de acólitos estava reduzido a três elementos. Confiando na sua já longa experiência, o novo padre entregou-lhe a responsabilidade de coordenar o grupo e os frutos não tardaram.

Após convites feitos no final da missa, abertura às crianças da catequese para experimentarem o serviço, sem compromisso imediato, e as redes de amizades, o grupo atingiu o número impressionante de 30 elementos, numa dinâmica sempre sustentada por uma liderança próxima e atenta à formação contínua. Foi este o grupo que trouxe ao Santuário para a Peregrinação Nacional de Acólitos.

 

“Só lhe falta uma alva!”

O caminho para o altar deste casal começou ainda antes do matrimónio. Enquanto namorado, Tiago acompanhava a Ana também neste serviço, observando atentamente a ação da namorada e até auxiliando no preparo da celebração.

Um dia, percebendo o entusiasmo do jovem, o pároco desafiou-o a vestir também uma alva, num convite que foi prontamente aceite. O que começara como um gesto de companhia à namorada transformou-se numa missão partilhada, que mostra que o serviço ao altar pode florescer em qualquer etapa da vida.

Com o acolitato tão presente na origem da nova família, o destino do pequeno Lourenço, que nasceu a 24 de dezembro de 2025, ficou também delineado no dia do seu batismo, na missa da Vigília Pascal.

“No final da celebração, o padre disse: ‘os pais são acólitos, os tios são acólitos, o padrinho é acólito, portanto, naturalmente, a vida do Lourenço é nos acólitos, só lhe falta uma alva’”, conta Ana Rute, não antevendo que aquele comentário ganhasse forma, poucas semanas depois.

“No final de uma missa, a senhora que é costureira e que habitualmente trata das nossas alvas, veio à minha beira com uma alva pequenina e ofereceu-ma para o Lourenço”, descreve, assumindo a surpresa e a emoção que sentiu com este gesto.

 

Uma missão que está na raiz

Na proximidade da Peregrinação Nacional dos Acólitos, a ideia de virem a Fátima com o filho vestido com aquela alva surgiu quase que naturalmente.

“Eu estava naquela dúvida: vou fazer isto, mas será que eu posso? Porque é um bebé, e a Liturgia é serviço, é respeito”, recorda Ana Rute, que foi pedir a opinião de um padre. A confirmação veio acompanhada de encorajamento, pois, numa família com uma história como esta, fazia sentido que todos viessem vestidos a rigor.

Embora tivesse passado a maior parte da peregrinação a dormir, o pequeno Lourenço ficou com uma recordação desta sua primeira vinda à Cova da Iria, com apenas 4 meses, com uma alva vestida.

Mais do que a admiração que despertou no Santuário, Ana Rute destaca o impacto que a partilha da foto gerou nas redes sociais, num alcance que fez com que esta história inspiradora chegasse ao Gabinete de Comunicação do Santuário de Fátima.

“O Lourenço já está habituado à missa, porque eu também o levo para o coro, no marsúpio, e as pessoas adoram a sua presença”, conta a mãe.

Hoje, o grupo de acólitos é coordenado por este casal, que sente este momento vivido na Peregrinação Nacional de Acólitos a Fátima como uma passagem de testemunho.

Das primeiras vezes que vestiu uma alva, Ana tem apenas os registos fotográficos que os pais guardaram. Um dia, também o pequeno Lourenço perceberá, ao admirar a fotografia tirada com a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima ao fundo, a missão que lhe está na raiz.

 

2026-06-22acolitolourenco2.jpg

 

PDF

HORÁRIOS

23 jun 2026

Missa, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

  • 18h30
Missa

Rosário, na Capelinha das Aparições

  • 18h30
Terço
Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização. O seu navegador de Internet está desatualizado. Para otimizar a sua experiência, por favor, atualize o navegador.