06 de fevereiro, 2026
Perda de mais de 500 árvores avaliada em mais de dois milhões de eurosTempestade Kristin causou danos severos no património arbóreo do Santuário de Fátima. Serão necessárias décadas para recuperar as mais de 500 árvores perdidas.
A tempestade Kristin, que assolou a região Centro do país, na madrugada de 28 de janeiro, provocou danos severos no património natural do Santuário de Fátima, levando à perda de mais de 500 árvores de médio e grande porte, no Recinto de Oração, zonas envolventes e nos Valinhos. O prejuízo provocado nos espaços verdes do Santuário foi avaliado em mais de dois milhões de euros e supera, largamente, o montante dos prejuízos registados no património edificado que foi calculado em cerca de 200 mil euros. Estes valores foram anunciados pelo reitor do Santuário de Fátima, ontem, 5 de fevereiro, no 47.º Encontro de Hoteleiros, que se realizou no espaço da exposição temporária “Refúgio e Caminho”. O padre Carlos Cabecinhas sublinhou que “a replantação e renovação desse património arbóreo representa um desafio que demorará décadas a alcançar, com um impacto imediato na alteração do ambiente do Santuário de Fátima tal qual o conhecíamos”. Deixou ainda uma palavra der agradecimento aos colaboradores do Santuário que “têm sido incansáveis nos trabalhos de remoção dos destroços, de limpeza e de reparação dos estragos” para que “o Santuário esteja tão acolhedor quanto possível, depois da passagem desta tempestade”. Apesar dos prejuízos, o Santuário de Fátima esteve, desde o primeiro momento, empenhado na ajuda às populações afetadas. Continua a ser assegurado alojamento a mais de uma centena de agentes da proteção civil, especialmente bombeiros vindos de várias partes do Portugal. Também através das Cáritas de Leiria foi prestada ajuda imediata com doação de alimentos não perecíveis e de cobertores. “Tivemos grandes prejuízos, mas não podíamos ficar indiferentes ao drama vivido por tantas pessoas à nossa volta e, por isso, conscientes da nossa responsabilidade social, estamos a prestar a ajuda possível”, disse o padre Carlos Cabecinhas. |