05 de janeiro, 2021

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Santuário transfere receita da coleta das Missas do Natal e Ano Novo para a diocese de Pemba

Apesar das limitações à participação dos peregrinos ofertório totaliza mais de 13 mil euros

 

Os ofertórios das missas de  Natal e de Ano Novo, que o Santuário destinou à diocese de Pemba, em Moçambique, renderam 13.397,34 euros. A verba, “significativa atendendo às limitações de participação impostas aos peregrinos”, nomeadamente no Ano Novo, com recolher obrigatório às 13h00 e proibição de circulação entre concelhos, será transferida de imediato para a conta da Diocese conforme foi comunicado já ao bispo de Pemba, D. Luiz Lisboa pelo Reitor do Santuário de Fátima.

“É um bom resultado, que manifesta a generosidade dos peregrinos mas é também consequência de todas as limitações que impossibilitaram os peregrinos de participar nas celebrações de Fátima” adianta o reitor, padre Carlos Cabecinhas.

É interessante notar que nos dias 24 a 27 de dezembro (Natal e domingo seguinte) se recolheram 10.358,56 euros;  no Ano Novo e Epifania (31 de dezembro à tarde até domingo) só se recolheram 3.038,78€, por serem dias com menos celebrações (apenas de manhã) e com limitações de circulação dos peregrinos.

“É legítimo pensar que, sem essas limitações de Ano Novo, poderíamos ter chegado aos 20.000 euros” refere ainda o reitor do Santuário de Fátima.

“Este dinheiro vai ser enviado de imediato para a conta da Diocese. Já obtive todas as indicações do Senhor Bispo de Pemba e o montante será transferido de imediato para a diocese”, esclarece o responsável que não coloca de parte outras ajudas que a instituição possa vir a canalizar para esta zona de Moçambique fortemente fustigada pela violência de grupos fundamentalistas islâmicos contra as populações locais.

“Vamos ficar atentos à situação que ali se vive, nomeadamente com um olhar especial para estas comunidades que estão sujeitas a tanta violência e recorreremos a outras ajudas se elas se tornarem necessárias, nomeadamente, através da Cáritas de Moçambique”, acrescenta ainda o padre Carlos Cabecinhas.

A província de Cabo Delgado está desde há mais de três anos sob ataque de insurgentes e algumas das incursões passaram a ser reivindicadas desde 2019 pelo grupo 'jihadista' Al Shabab, que jurou fidelidade ao Estado Islâmico. A violência está a provocar uma crise humanitária com mais de 2.400 mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

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