15 de agosto, 2021

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A  Assunção é uma mensagem de “esperança, de consolação e de alegria”, afirmou D. António Marto

Cardeal presidiu à Eucaristia dominical no Recinto de Oração, que voltou a ficar praticamente lotado e de novo com a presença de grupos estrangeiros de Itália e Polónia

 

Na Assunção compreendemos que o Céu de Deus tem um coração materno que alimenta a esperança mesmo diante do mal e das dificuldades da vida, afirmou esta manhã, em Fátima, o cardeal D. António Marto, que presidiu à Missa da solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria.

“O mistério da Assunção é um mistério de esperança, de consolação e de alegria” afirmou o bispo de Leiria-Fátima ao sublinhar que esta festa fala do presente e do futuro: garante-nos que estaremos ao lado de Jesus ressuscitado no termo da nossa vida celeste; mas convida-nos a acreditar no poder da ressurreição de Cristo, já agora, atuante na nossa vida, o  que nos torna capazes de levar a graça e o bem onde há estrelas do mal”.

“Não nos deixemos vencer pela força do mal” apelou D. António Marto.

“Onde é reconhecida a presença de Deus, o mundo torna-se melhor e mais belo; nós tornamo-nos mais fraternos e mais humanos. Tenhamos, pois, coragem: Maria convida-nos a viver com esperança mesmo nos momentos mais escuros da vida”, explicitou o cardeal.

“Maria está com Deus e em Deus na plenitude da vida como mãe nossa. E, por isso, está mais próxima de nós nos dias felizes e nos dias difíceis: não estamos sós, nunca estamos sós! Temos uma mãe que do Céu nos olha com amor, e nos serve com a sua solicitude materna”, disse na homilia.

“Agarremo-nos a Ela e digamos de coração: mãe, minha querida mãe ou mamã, como faz uma criança,  Nossa Senhora,  porta do Céu, rogai por nós agora no meio das nossas tribulações, na hora da nossa morte”, afirmou.

“Somos homens e mulheres cheios de limites, defeitos, fragilidades e pecados, mas temos uma mãe do Céu que nunca nos abandona e que com o seu manto protector nos protege; nos ajuda a contemplar o Céu de Deus”, disse ainda.

“Peçamos-lhe que seja para nós porta do Céu, já desde agora”.

O prelado lembrou a este propósito o exemplo dos pastorinhos que experimentaram a beleza e a alegria do Céu, que Nossa Senhora deixou transparecer e interpelou a assembleia, que voltou a contar com três grupos estrangeiros organizados de Itália e da Polónia, para além dos peregrinos portugueses, que no total ocuparam 90% da lotação do Santuário neste tempo de pandemia: “Somos homens e mulheres de fé que confiam que o amor de Deus é mais forte que o poder do mal e da morte e temos consciência de que a nossa vida tem uma dimensão de eternidade que dá sentido ao nosso agir na terra, desde a família ao trabalho?”

“Este mistério da Assunção convida-nos a levantar o olhar para o alto e a vermos como todos somos preciosos aos olhos de Deus e que com Deus não se perde nada do que somos e do que fazemos”, concluiu.

A partir da Liturgia proclamada e de olhos postos na antífona da liturgia das horas- “Hoje a Virgem Maria foi elevada ao Céu, alegrai-vos porque ela reina com Cristo para sempre”- falou da “alegria e da beleza da reciprocidade” da maternidade.

“Maria gerou na carne o filho de Deus feito homem; é Mãe do Salvador,  a primeira que O tomou nos braços, que O seguiu intimamente desde o berço até à cruz, que sustentou o Seu corpo no regaço quando ele desceu da cruz...Estamos diante da beleza da reciprocidade, comunhão de amor total, na relação entre Mãe e Filho. Mãe e Filho são inseparáveis na vida e para além da morte”, referiu desafiando os peregrinos participantes nesta celebração a deixarem-se atrair pelo “amor e pela luz de Deus”.

A celebração em Fátima terminou com uma bênção em várias línguas.

A Igreja Católica assinala este domingo a solenidade litúrgica da Assunção da Virgem Santa Maria, um dogma solenemente definido pelo Papa Pio XII em 1 de novembro de 1950 e celebrado há vários séculos, numa data que é feriado em Portugal.

“Declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”, refere a constituição apostólica ‘Munificentissimus Deus’ com a qual se deu a definição deste dogma da fé católica.

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