17 de outubro, 2021

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A grandeza de um cristão “ mede-se pela atitude de serviço, por dar a vida por Jesus e pelos irmãos”

Reitor preside à Missa do XXIX Domingo do tempo Comum em Fátima, onde se lembrou a abertura da primeira fase do Sínodo convocado pelo papa Francisco

 

A única grandeza a que qualquer cristão deve aspirar é a entrega ao serviço de Deus e dos outros, afirmou esta manhã o reitor do Santuário de Fátima na homilia da Missa internacional no recinto de oração.

A partir da liturgia proclamada, que refere a resposta de Jesus aos dois discípulos- Tiago e João- que Lhe pedem para serem os primeiros, o padre Carlos Cabecinhas lembrou a exigência das palavras de Jesus “que nos devem tocar”.

“Não nos indignemos nós, como fizeram os restantes discípulos, com o pedido de Tiago e de João porque esse pedido reflete aquilo que tantos de nós tantas vezes desejamos: sermos os melhores e os primeiros sobre todos os outros”, afirmou o sacerdote.

“A vontade de domínio sobre os outros, o desejo de imposição do  nosso ponto de vista, a vontade de nos sobrepormos” são “atitudes que todos nós temos mas para as quais a resposta de Jesus é clara”.

“A alternativa proposta por Jesus é clara: quem quiser tornar-se grande, assuma uma atitude de serviço”, recordou o padre Carlos Cabecinhas.

“Devemos procurar não a grandeza diante dos outros mas diante de Deus e essa grandeza mede-se pelo serviço, pela atitude de serviço, por dar a vida por Jesus e ao seu jeito”, esclareceu.

“Jesus foi por excelência o servo de Deus, toda a sua vida foi vivida como entrega, e na última ceia, ao instituir a Eucaristia, fez o gesto desconcertante de lavar os pés aos discípulos convidando-os a imitá-Lo”, sublinhou ainda.

O reitor do Santuário alertou para a falta de simpatia e exigência deste primado, mas insiste que “esta é a única atitude”.

“A verdadeira grandeza está no serviço, em gastarmos a vida ao serviço de Deus e dos outros” concluiu o sacerdote ao lembrar o exemplo de Maria, em cuja escola os Pastorinhos de Fátima “abraçaram o serviço e entrega da vida”, sem esperar “aprovação, aplausos ou reconhecimento dos outros”.

“Fizeram-no por entrega e amor”, concluiu.

Neste XXIX Domingo do Tempo Comum, inscreveram-se para participar na Eucaristia dominical em Fátima, apesar da chuva, quatro grupos portugueses, um da Alemanha, da Irlanda, de França, dos EUA e de Itália e três de Espanha.

Durante a celebração foi lembrado o processo sinodal convocado pelo Papa Francisco, e que hoje toda a Igreja começa na sua primeira fase, como uma oportunidade para caminharmos juntos na participação, na comunhão e na missão. Numa das preces da Oração dos Fiéis pediu-se “uma participação mais empenhada” de todos os cristãos neste caminho que a Igreja inicia hoje em que promove a auscultação e mobilização das comunidades, durante dois anos.

A 16ª assembleia geral do Sínodo dos Bispos vai decorrer em outubro de 2023, um ano depois do que estava inicialmente agendado, por causa da pandemia, sendo precedida por um processo inédito de consulta, com assembleias diocesanas e continentais.

A assembleia convocada pelo Papa tem como tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”.

O percurso inédito, em três fases, proposto pelo Papa Francisco, quer incluir todos, a começar pela base laical da Igreja, promovendo uma mudança de perspetiva.

Durante os próximos meses, deve ser lançada uma consulta a nível paroquial, com os fiéis a serem convidados a participar em sessões de diálogo.

Em março, haverá um encontro diocesano e nacional, seguido de um continental, com o processo a ser concluído em outubro de 2023, com a assembleia geral do Sínodo dos Bispos, no Vaticano.

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