13 de abril, 2024

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“A presença do Ressuscitado é invisível aos olhos, mas a fé percebe os seus sinais”

A necessidade de anunciar Cristo foi realçada pelo reitor do Santuário de Fátima na homilia da missa deste sábado.

Neste dia 13 de abril, em que se evocam as aparições de Nossa Senhora e em que prossegue a celebração da Páscoa, o reitor do Santuário de Fátima, ligando os dois acontecimentos, salientou que “Maria guia-nos sempre ao encontro de Cristo ressuscitado; é ‘mestra’ para a nossa fé”.

A partir do Evangelho deste sábado, que proclama que a fé na ressurreição nasce dos encontros com Cristo ressuscitado, o padre Carlos Cabecinhas recordou que “Nossa Senhora é exemplo dessa fé”, porque “concebeu o Filho acreditando” e “acreditando esperou a sua ressurreição”. E apesar de os Evangelhos nada mencionarem sobre o encontro de Mãe com o seu Filho ressuscitado, o reitor salientou que “a tradição da Igreja sempre acreditou que Maria terá sido a primeira a quem Jesus Cristo apareceu, depois da ressurreição”.

Na homilia da missa deste sábado, celebrada na Basílica da Santíssima Trindade, o padre Carlos Cabecinhas conduziu os peregrinos a três reflexões.

Na primeira, sublinhou que “é o encontro com Cristo ressuscitado, e a experiência da Sua presença nas nossas vidas, que faz de nós cristãos”. “A presença do Ressuscitado é invisível aos olhos, mas a fé percebe os seus sinais”, referiu, notando que é pela fé que “reconhecemos essa presença através da Sua Palavra, na oração, nas nossas celebrações, de modo especial a da Eucaristia, naqueles com quem vivemos, nos acontecimentos que nos cercam”.

Num segundo momento, salientou que “celebrar e viver o tempo pascal significa renovar o nosso olhar, animado pela fé, para reconhecermos as muitas formas nas quais Cristo se faz hoje presente”. É esse encontro com Cristo ressuscitado que “afasta da nossa vida o temor”. “Aqui, em Fátima, nas suas aparições, Nossa Senhora traz-nos uma mensagem de confiança e esperança, que brota da ressurreição de Cristo. Na primeira aparição, as suas primeiras palavras aos Pastorinhos são, precisamente, ‘não tenhais medo’”, recordou.

O terceiro aspeto para o qual o reitor do Santuário de Fátima direcionou a atenção dos peregrinos foi a necessidade de anunciar Cristo: “Aqueles que encontraram Cristo ressuscitado, aqueles que experimentaram a sua presença nas suas vidas, não podem deixar de O anunciar”. Remetendo, uma vez mais, para as Aparições, frisou que “na mensagem de Fátima e no testemunho dos Pastorinhos é esta mesma dinâmica pascal que encontramos”. A alegria das três crianças face ao que viram é tão grande que são impelidas a dar a conhecer o sucedido. Alegria semelhante e igualmente expansiva sentiram os discípulos depois do encontro com o Ressuscitado.

“Se sentimos dificuldade em dar testemunho de Jesus Cristo, é porque com frequência nos falta essa forte experiência da presença de Jesus nas nossas vidas, que afasta o temor e nos enche de esperança”, realçou o padre Carlos Cabecinhas. “Falta-nos, muitas vezes, esse encontro pessoal e jubiloso com Ele, que nos faz sentir a necessidade de O dar a conhecer a outros”, concluiu.

No final da missa, o reitor do Santuário procedeu à bênção das crianças presentes na celebração. 

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30 mai 2024

Missa, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

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Missa

Rosário, na Capelinha das Aparições

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