01 de novembro, 2017

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A santidade “é a vocação de todos os batizados”, diz reitor do Santuário de Fátima

Santos Francisco e Jacinta Marto foram invocados pela primeira vez na Ladainha dos Santos na Solenidade que hoje se celebra

 

A Igreja celebra hoje a solenidade litúrgica de Todos os Santos e o Reitor do Santuário de Fátima lembrou que a Santidade é um desafio para todos os batizados e não apenas para os eleitos.

“A grande dificuldade em compreendermos isto tem a ver com a confusão que fazemos entre santidade e perfeição” disse o Pe. Carlos Cabecinhas lembrando que os santos também “foram frágeis como nós” e enfrentaram dificuldades.  A diferença, acrescentou o sacerdote, é que “eles na sua fragilidade confiaram e confiaram-se a Jesus Cristo”.

“É isso que todos e cada um de nós tem de fazer: a solenidade de Todos os Santos convida-nos a viver em comunhão com Deus de acordo com o caminho por ele indicado- o das bem-aventuranças” disse ainda.

Na homilia da missa celebrada na Basílica da Santíssima Trindade, esta manha, o Pe. Carlos Cabecinhas destacou, por isso,  a importância da celebração desta solenidade em Fátima.

“No Centro da Mensagem de Fátima encontramos este primado de Deus de que nos falam as bem-aventuranças e nos pastorinhos vemos este esforço permanente de estar em comunhão com Deus”, referiu o reitor do Santuário de Fátima.

“Celebrar aqui em Fátima esta solenidade é, por isso,  um convite para darmos graças a Deus por estes cem anos terem dado tantos frutos de santidade neste lugar”, destacando os santos Francisco e Jacinta Marto, invocados hoje na ladainha de Todos os Santos, pela primeira vez nesta solenidade.

“Ser santo é ser amigo de Deus, confiarmo-nos a Ele, como fizeram os santos Francisco e Jacinta Marto”, conclui o sacerdote.

Nesta solenidade que a Igreja assinala no primeiro dia de novembro em todo o mundo celebra-se,  conjuntamente, os eleitos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados oficialmente.

As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os santos quer no contexto feliz do tempo pascal, quer na semana a seguir.

No Ocidente, foi o Papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de maio de 610, quando dedicou à Santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação que passou a ser comemorada todos os anos.

A partir destes antecedentes, as diversas Igrejas começaram a solenizar em datas diferentes celebrações com conteúdo idêntico.

A data de 1 de novembro foi adotada em primeiro lugar na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno, tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), provavelmente a pedido do Papa Gregório IV (790-844).

Já amanhã, 2 de novembro, tem lugar a celebração de todos os fiéis defuntos, que remonta ao final do primeiro milénio: foi o Abade de Cluny, Santo Odilão, quem no ano 998 determinou que em todos os mosteiros da sua Ordem se fizesse nesta data a evocação de todos os defuntos desde o princípio até ao fim do mundo.

Este costume depressa se generalizou e Roma oficializou-o no século XIV e no século XV foi concedido aos dominicanos de Valência (Espanha) o privilégio de celebrar três Missas neste dia, prática que se difundiu nos domínios espanhóis e portugueses e ainda na Polónia.

Durante a I Guerra Mundial, o Papa Bento XV generalizou esse uso em toda a Igreja (1915).

Esta quinta feira, na missa das 11h00, na Basílica da Santíssima Trindade haverá uma oração especial pelos peregrinos, voluntários, colaboradores e funcionários do santuário de Fátima.

 

 

 

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