04 de junho, 2026

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“A vida não se alimenta só de pão material”

Reitor do Santuário de Fátima frisou que a vida “carece da relação com os outros e da relação com Deus”, na celebração da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

 

O reitor do Santuário de Fátima, o padre Carlos Cabecinhas presidiu à Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo esta manhã no Recinto de Oração, que referiu como “a grande festa da Eucaristia”. Do sentido da celebração disse tratar-se da “manifestação da nossa gratidão e a expressão do nosso louvor por tão grande Dom que o Senhor nos concede”.

A partir do Evangelho proclamado, o padre Carlos Cabecinhas lembrou que Jesus Cristo apresenta-se como “o pão vivo descido do céu”. Clarificou que Jesus “na Eucaristia, oferece-nos esse pão, que é Ele mesmo”, “um alimento diferente, capaz de dar sentido novo a tudo”.

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O presidente da celebração perspetivou o pão como “símbolo de todo o alimento necessário à subsistência”. Sublinhou que “todos nós temos clara consciência do quanto necessitamos de pão” e lembrou os que vivem o drama de não disporem do necessário alimento quotidiano.

O reitor do Santuário de Fátima frisou que “a vida não se alimenta só de pão material”. Nesse momento, afirmou que a vida “carece da relação com os outros e da relação com Deus” para ter sentido pleno. E deste ponto concluiu que “é isso que Jesus nos oferece na Eucaristia”, na “mesa da Palavra”, na “mesa eucarística”. O padre Carlos Cabecinhas deduziu da primeira leitura que na Eucaristia, “Cristo torna-se especialmente presente para nós”. Reafirmou que não vivemos só de pão e citou que vivemos “de toda a palavra que sai da boca do Senhor”. Perspetivou a Eucaristia como o cumprimento da promessa de Jesus, no Evangelho, de forma única e sempre renovada, na afirmação “Eu estou convosco até ao fim dos tempos”.

No contexto da vida “a Eucaristia é o pão dos frágeis e não o prémio para os “impecáveis”, para os pretensamente perfeitos e irrepreensíveis”, disse o padre Carlos Cabecinhas. No mesmo sentido afirmou que “é alimento daqueles que se reconhecem pecadores e, por isso, expressão excelente da misericórdia de Deus”. Em outras expressões, apresentou a Eucaristia como “o pão da nossa fragilidade”, “a resposta de Deus à nossa vulnerabilidade”, “o alimento com que Deus fortalece o nosso caminhar pelos caminhos da vida”, “tantas vezes marcados pelo sofrimento”.

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Propôs aos peregrinos presentes na celebração e aos peregrinos da vida uma “atitude de enlevo, de admiração, de ação de graças, de adoração”, as atitudes que “expressamos nos cânticos, hinos e aclamações da nossa celebração deste dia festivo”.

Ao finalizar, lembrou o “testemunho luminoso” dos Santos Francisco e Jacinta, Pastorinhos de Fátima, bem como a Irmã Lúcia que testemunhou “o grande amor de Santa Jacinta à Eucaristia” e “do enorme desejo que ela tinha de poder comungar” e o modo como São Francisco Marto manifesta amor e gratidão “por esta extraordinária forma de presença de Jesus na sua vida e o desejo de estar com Jesus “escondido” em adoração”. A partir de tais exemplos convidou os peregrinos a cultivar essa mesma gratidão pela Eucaristia e a expressar gratidão por tão grande Dom que nos é concedido.

 

Áudio da homilia do padre Carlos Cabecinhas

 

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