20 de maio, 2026

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Bênção dos Doentes: braços que geram olhares de esperança

No Santuário de Fátima, os peregrinos fragilizados pela doença encontram, ano após ano, consolo e esperança. Elementos da Associação dos Servitas de Nossa Senhora de Fátima desempenham um papel fundamental no acolhimento aos participantes na Bênção dos Doentes.

 

É no braço da Colunata mais próximo à Capelinha das Aparições que é visível o apoio que a Associação dos Servitas de Nossa Senhora de Fátima oferece no contexto da Bênção dos Doentes, nas grandes peregrinações de maio e outubro. 

Nos momentos essenciais convergem os olhares para o Santíssimo Sacramento, quando o presidente da celebração abençoa os doentes. Para que tal aconteça, há uma profunda colaboração, no entrecruzar da experiência dos que ajudam com a permanência dos peregrinos doentes no Santuário de Fátima. 

O sentido de entreajuda vai além do visível e do dizível e abarca todos os desafios que se ultrapassam com ânimo.

O número de peregrinos que usufruem da Bênção dos Doentes aumenta, de modo significativo, para cerca de 300 doentes, em maio e outubro. Quem o afirma é Teresa Marçal Grilo, a responsável pelo Serviço de Admissão de Doentes, integrado nos Serviços de Saúde da Associação dos Servitas de Nossa Senhora de Fátima. Diz a responsável que, em cada uma dessas duas grandes peregrinações do ano, há entre os Servitas uma equipa de cerca de 15 elementos dedicada a acolher, a cuidar e a supervisionar o bem-estar de todos.


Acolher e cuidar

Os interessados em receber a Bênção dos Doentes dirigem-se ao Serviço de Admissão de Doentes, junto ao Posto de Socorros do Santuário. São aí acolhidos por Servitas, que os ajudam na inscrição e os encaminham para profissionais de saúde.

Perante médicos, os doentes partilham o seu histórico e informações relevantes. Os interessados em beneficiar deste serviço apresentam o processo clínico e o seu cartão de cidadão. O registo contribui para um conhecimento aprofundado do doente, na procura de prestar um cuidado completo, tanto na dimensão física como espiritual. Há doentes com patologias de maior gravidade e comorbilidades de um quadro clínico que requer maiores cuidados. Nesses casos, a equipa de médicos, de enfermeiros e de Servitas que prestam cuidados de saúde mantém uma vigilância constante. Nos casos mais graves, os doentes que precisam de cuidado médico constante permanecem no espaço reservado, com acesso a cuidados redobrados de saúde.

Os que pedem alojamento aos serviços de acolhimento pernoitam na Casa de Retiros de Nossa Senhora das Dores. Aí fazem as suas refeições, cuidados pela equipa de Servitas responsável pelas enfermarias. Essa equipa está disponível para tudo quanto seja solicitado, no sentido de assegurar o bem-estar desses doentes e dos seus acompanhantes e familiares.


Uma peregrinação solidária

No braço da Colunata norte da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, os doentes são ajudados pelos Servitas na deslocação.

A grande maioria dos doentes apresenta condições para se moverem por si próprios. Mas nos casos mais graves, os Servitas, sempre em colaboração estreita com os acompanhantes, ajudam em todos os instantes da deslocação. 

Os envolvidos movem-se em conjunto e em espírito de colaboração. A entreajuda torna-se significativa para todos. Na Colunata empreendem, dentro das grandes peregrinações, uma peregrinação solidária.

A irmã Inês Vasconcelos, religiosa das Servas de Nossa Senhora de Fátima, a quem coube fazer a alocução aos doentes, na peregrinação de maio deste ano, assinala que se destina aos “peregrinos da vida, mendigos de saúde, de alegria, de paz, de escuta… em busca de felicidade”. Palavra ampla, mas centrada no essencial: “com Jesus e Maria, aprendemos que a verdadeira felicidade está em acolher e praticar a Palavra de Deus; mais que de saúde, somos pobres da beleza e do amor, pedintes do Céu e da eternidade. É essa a felicidade que Deus tem para nos ofertar”, frisa a irmã Inês Vasconcelos.


“Anjos, não só no Céu”

A reação mais comum por parte dos doentes para com os Servitas é a gratidão, diz Teresa Marçal Grilo. Dizem-nos que “rezam por nós”, “para que nos mantenhamos fiéis ao compromisso de entrega e ajuda aos doentes”. À chegada ou na despedida, agradecem-nos todo o apoio.

Mostram a maior gratidão a Nossa Senhora, assinala a Servita, que acrescenta que nesses momentos são visíveis nos seus olhos o consolo, a esperança e a força renovada que levam no seu coração.

Da Peregrinação Internacional Aniversária de Maio de 2025, Teresa Marçal Grilo recorda bem as palavras finais do cardeal Jaime Spengler: “há anjos, não só no Céu”. O cardeal acrescentou que “os viu no Santuário de Fátima”, naquela grande peregrinação, personificados na ajuda dos Servitas aos doentes. Tais palavras Teresa Marçal Grilo considera-as “uma forma bonita de sermos recordados” e de entender o “quão gratificante é a nossa entrega ao outro”.

 

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