11 de fevereiro, 2026
D. António Marto celebrou 25 anos de ordenação episcopalNa missa a que presidiu, o bispo emérito de Leiria-Fátima deu graças pelo seu ministério e agradeceu o muito que recebeu dos peregrinos.
O cardeal D. António Marto, bispo emérito de Leiria-Fátima, celebrou hoje 25 anos da sua ordenação episcopal. Neste aniversário jubilar, o bispo emérito de Leiria-Fátima presidiu à missa, esta manhã, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, na qual deu graças pelo seu ministério episcopal. “São os 25 anos da minha ordenação episcopal, que quero celebrar convosco, em atitude de louvor e de ação de graças ao Senhor. Agradeço a vossa oração por este simples e humilde servo e trabalhador da vinha do Senhor e aproveito também este momento para vos saudar com todo o afeto fraterno em Jesus Cristo e no amor de Nossa Senhora”, começou por dizer D. António Marto. O atual bispo de Leiria-Fátima, D. José Ornelas, concelebrou a missa, e, no final, agradeceu o dom da vida de D. António Marto, desde o batismo ao seu ministério episcopal. De forma específica, destacou o serviço de D. António Marto no ensino da Palavra de Deus, a reflexão sobre a Igreja, como teólogo, bem como o seu trabalho nas dioceses de Viseu, Leiria-Fátima e no Santuário de Fátima. “Agradecendo a Deus, também Lhe pedimos que continue a dar-lhe essa alegria e esse espírito de serviço e de fraternidade amiga que sempre o caracterizou”, disse D. José Ornelas. A concelebrar estiveram também D. Augusto César, bispo emérito de Portalegre-Castelo Branco, D. Manuel Pelino, bispo emérito de Santarém, e D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva, bispo emérito de Leiria-Fátima. A todos o jubilado agradeceu a amizade fraterna.
“Onde há o cuidado e a ternura, nasce a esperança”Neste dia da memória litúrgica da Virgem Santa Maria de Lurdes, na homilia, o cardeal D. António Marto ofereceu uma meditação sobre o mistério das Bodas de Cana. Do episódio do primeiro milagre público da vida de Jesus, o presidente da celebração deduziu atitudes concretas para a vida cristã e em particular para o Dia Mundial do Doente que hoje se celebra. Da atenção de Maria, que percebe a falta de vinho nas bodas, o presidente da celebração deduziu a atenção solícita e providente a que cada cristão é chamado, da instrução de Nossa Senhora para que os serventes fizessem o que Jesus pedisse, deduziu a necessidade da colaboração humana no serviço aos mais necessitados; e da ação dos serventes, estabeleceu um paralelo com a cultura do cuidado, cumprida através de pequenos gestos. Por fim, a partir da intercessão de Maria junto de Jesus, D. António Marto reforçou a importância de uma misericórdia atenta, que vê além do visível e carrega as preocupações e os sofrimentos dos outros. “Como em Caná, Nossa Senhora, com a sua mensagem aqui em Fátima, ensina-nos e chama-nos à compaixão com quem sofre. Abrir o coração a universalidade do amor, a ser solidário com os irmãos e irmãs necessitados, de modo que ninguém se sinta abandonado”, afirmou D. António Marto, ao olhar para a esperança presente na mensagem de Fátima. “Onde há o cuidado e a ternura, a dor não fica sozinha. Onde há o cuidado e a ternura, nasce a esperança. E quem cuida do enfermo ou de alguém fragilizado, é um anjo da esperança”, concluiu o bispo emérito de Leiria-Fátima, antes de uma prece final a Nossa Senhora. “Ó mãe, guarda a nossa vida entre os teus braços, abençoa e fortalece todo o desejo de bem. Ensina-nos o teu mesmo amor de predileção pelos pequenos e pobres, pelos excluídos e sofredores, pelos pecadores e os de coração transviado. Reúne a todos sobre a tua proteção maternal e a todos entrega ao teu amado filho, Jesus, nosso Senhor e Salvador”, pediu.
D. António Marto agradece o muito que recebeu dos peregrinosNo final da celebração, D. António Marto expressou um profundo sentimento de gratidão e alegria em partilhar este momento de ação de graças pela sua vida como bispo, dirigindo uma palavra particular aos peregrinos de Fátima, a quem agradeceu a reciprocidade e comunhão. “Sempre me cruzei aqui com tanta gente peregrina e se algo da minha parte pude oferecer aos irmãos, também recebi muito de todos que por aqui passaram e, por isso, estou muito grato”, disse o bispo emérito de Leiria-Fátima, que atualmente reside na Cova da Iria. António Augusto dos Santos Marto nasceu a 5 de maio de 1947 em Tronco, Chaves. Depois de frequentar o Seminário de Vila Real e o Seminário Maior do Porto, foi estudar em Roma, onde viria a ser ordenado presbítero em 1971. Ali, especializou-se em Teologia Sistemática na Pontifícia Universidade Gregoriana. D. António Marto foi ordenado bispo a 11 de fevereiro de 2001, na igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Real, tendo sido bispo auxiliar de Braga até 2004, altura em que assumiu o episcopado de Viseu. A 22 de abril de 2006, foi nomeado bispo de Leiria-Fátima e recebeu, no Santuário de Fátima, o Papa Bento XVI, em 2010, e o Papa Francisco por duas vezes, em maio de 2017, no centenário das Aparições, e em agosto de 2023, no âmbito da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa. Durante o seu episcopado em Leiria-Fátima, D. António Marto foi feito cardeal pelo Papa Francisco a 28 de junho de 2018. Em janeiro de 2022, foi sucedido por D. José Ornelas na diocese de Leiria-Fátima. É atualmente membro do Dicastério para as Causas dos Santos da Santa Sé. Participou no conclave que elegeu o Papa Leão XIV, em maio de 2025 e no primeiro consistório deste pontificado, que se realizou no início de janeiro do presente ano. No primeiro episódio da segunda série do podcast Ora h, publicado há cerca de um mês, o cardeal D. António Marto fala sobre a sua vida e o início da sua vocação e da importância que a oração teve em momentos particulares do exercício do seu ministério. Na edição de fevereiro da Voz da Fátima, o bispo emérito de Leiria-Fátima partilha a experiência e a proximidade que teve com o Papa no consistório de 7 e 8 de janeiro.
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