25 de janeiro, 2026

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Domingo da Palavra de Deus sublinha a importância de “escutar com o coração”

Na Eucaristia a que presidiu, esta manhã, o padre Carlos Cabecinhas alertou para o risco de se tratar a Palavra de Deus com a mesma indiferença com que se escutam as palavras do quotidiano.

 

Num contexto marcado pelo excesso de ruído, o Domingo da Palavra de Deus, que hoje se celebra, assume-se como um convite à escuta atenta da voz de Deus e à vivência coerente da fé no quotidiano.

Na missa a que presidiu, esta manhã, na Basílica da Santíssima Trindade, o reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, recordou que a Eucaristia não começa após as leituras, mas integra a proclamação da Palavra de Deus.

“A Palavra é proclamada, é escutada, é aclamada, é explicada… é celebrada! É parte integrante e fundamental do nosso celebrar cristão”, sublinhou.

Um dos principais desafios apontados foi a dificuldade na escuta da Palavra. O presidente da celebração convidou os fiéis a “escutar com os ouvidos e com o coração o que Deus tem para dizer a cada um de nós”, alertando para o risco de se tratar a Palavra de Deus com a mesma indiferença com que se escutam as palavras do quotidiano.

“Acolher esta palavra proclamada é acolher Jesus Cristo”, afirmou o reitor do Santuário.

As leituras proclamadas na celebração de hoje destacaram a Palavra de Deus como orientação para a vida cristã. “Em Jesus Cristo, a Palavra definitiva de Deus, encontramos a luz capaz de iluminar as trevas em que tantas vezes nos sentimos submergidos”, referiu o sacerdote.

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A Palavra foi ainda apresentada como um convite à conversão contínua e como um chamamento à missão. À semelhança do chamamento dos primeiros discípulos, foi sublinhado que seguir Jesus implica uma mudança de vida e disponibilidade interior. “Seguir Jesus implica distanciamento em relação à vida precedente; implica a disposição para abandonar seguranças”, destacou o padre Carlos Cabecinhas.

A concluir, o presidente da celebração sublinhou que Cristo é a “Palavra que chama, que convoca e reúne, que nos convida a segui-l’O”, desafiando os cristãos a sair da sua zona de conforto e a confiar plenamente n’Ele.

No final da celebração, Maria foi apresentada como modelo de escuta e acolhimento da Palavra de Deus. “Os Evangelhos apresentam-na como aquela que escuta a Palavra e a medita, guardando-a em seu coração”, recordou o sacerdote.

 

Áudio da homilia do padre Carlos Cabecinhas

 

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