23 de agosto, 2026

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“É a nossa vida que revela o que verdadeiramente Jesus representa para nós”

Na homilia que proferiu este domingo, o reitor do Santuário de Fátima sublinhou que a fé em Jesus se manifesta nas escolhas e atitudes do quotidiano. 

 

“E tu, quem dizes que eu sou?” foi a pergunta de Jesus que o reitor do Santuário de Fátima colocou aos peregrinos, durante a missa a que presidiu, esta manhã, no Recinto de Oração.

A partir do Evangelho deste domingo, o padre Carlos Cabecinhas sublinhou que esta é uma pergunta “incómoda”, que não se cinge ao conhecimento que cada pessoa tem sobre Jesus, mas que implica o destinatário.

“Hoje é cada um de nós que é interpelado. ‘Tu, quem dizes que eu sou?’, pergunta-nos Jesus. Dito de outro modo: quem sou eu para ti? O que represento eu na tua vida?”, clarificou o padre Carlos Cabecinhas.

“As perguntas de Jesus são sempre muito significativas”, afirmou o reitor, lembrando que, depois de perguntar aos discípulos o que diziam os outros acerca dele, Jesus formulou a questão decisiva: “E vós, quem dizeis que eu sou?”

Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”, uma profissão de fé que, segundo o padre Carlos Cabecinhas, constitui “a base sólida, firme, inamovível, a rocha sobre a qual vai assentar a Igreja de Jesus”. Mais do que um conhecimento intelectual, esta fé é “uma experiência forte de encontro com Cristo, capaz de transformar e marcar indelevelmente a vida”.

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Também os santos Francisco e Jacinta Marto responderam à pergunta de Jesus com a própria vida. O seu “amor a Jesus escondido”, o desejo de O receber na Eucaristia e a vontade de fazer o bem aos outros manifestam, para o reitor, a importância que Cristo tinha nas suas vidas.

“É a nossa vida que revela o que verdadeiramente Jesus representa para nós”, afirmou, apontando para “as atitudes do dia a dia, nas nossas opções e escolhas, nas palavras que dizemos, no modo como trabalhamos, rezamos ou convivemos”.

A resposta à pergunta de Jesus passa, assim, pelo encontro com Cristo na Eucaristia e na oração, mas também pela relação com os outros e pela atenção aos seus sofrimentos. “Vencer a indiferença diante dos seus sofrimentos” é reconhecer que os outros são “sempre presença de Jesus, sacramento de Jesus”, recordou o reitor.

Na homilia que proferiu, o padre Carlos Cabecinhas relacionou ainda o Evangelho com a figura de Pedro e a missão confiada por Cristo ao apóstolo, que “define o ministério do Papa, seu sucessor”. Nesse contexto, apelou a uma oração especial pelo Papa Leão XIV.

“A união ao Santo Padre é uma dimensão importante da mensagem de Fátima”, recordou. Os Pastorinhos manifestaram, depois das aparições, “uma especial comunhão com o Papa, que se mostrou sobretudo na oração”, pelo que rezar pelo Santo Padre e pelas suas intenções tornou-se “parte integrante da própria mensagem e da prática diária deste Santuário”.

Por fim, diante de um Recinto de Oração com mais de 20 mil peregrinos, pediu, por intercessão de Nossa Senhora e dos Santos Francisco e Jacinta, a graça de cada um responder com a própria vida à pergunta de Jesus: “E tu que dizes de mim? Quem sou eu para ti?”.

 

Áudio da homilia do padre Carlos Cabecinhas

 

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