14 de abril, 2024

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“Jesus não se faz reconhecer pelo rosto, mas pelas feridas daqueles que nos cercam”

Neste III Domingo da Páscoa, o reitor do Santuário de Fátima propôs aos peregrinos um esforço de conversão, para reconhecerem Cristo no sofrimento do outro. 

Na homilia da missa deste III Domingo da Páscoa, o reitor do Santuário de Fátima exortou os peregrinos, reunidos no Recinto de Oração, a um esforço de conversão do olhar e do coração e a serem testemunhas da presença salvífica de Jesus.

O padre Carlos Cabecinhas sublinhou que “celebrar e viver a Páscoa é, primeiramente, fazer esta experiência do encontro com Cristo ressuscitado, que Se faz presente nas nossas vidas”. Isso, porém, não se alcança sem conversão. “Exige a conversão do olhar e do coração para reconhecermos estas muitas formas nas quais Cristo se faz hoje presente; exorta-nos a procurarmos o encontro com Cristo ressuscitado, conscientes de que é esse encontro que faz de nós cristãos; convida-nos a vivermos de acordo com os seus ensinamentos e as suas palavras de vida”, referiu.

O reitor salientou, no entanto, que há um aspeto em que a conversão do olhar e do coração para acolher a presença de Jesus Cristo ressuscitado é ainda mais necessária. Esse aspeto é a capacidade de reconhecermos as feridas de Cristo nas feridas dos nossos contemporâneos e dos que nos rodeiam.

“Jesus não se faz reconhecer pelo rosto, mas pelas feridas; Cristo faz-Se reconhecer nas feridas daqueles que nos cercam”, referiu. Lembrou em concreto “as vítimas da guerra – na Ucrânia, na Palestina e Israel, ou em qualquer outra parte do mundo – e os que são vítimas de todo o género de violência; os que sofrem abusos e exploração de todo o tipo; os que experimentam a pobreza e os migrantes desprotegidos e explorados; aqueles que, à nossa volta, sofrem e desesperam diante dos dramas e situações que a vida lhes apresenta”.

“Jesus faz-se reconhecer pelas suas feridas: as feridas daqueles que nos cercam. E reconhecer esta forma de presença real de Jesus exige-nos um enorme esforço de conversão”, prosseguiu, salientando que a isso também convida o tempo de Páscoa que se está a viver.

O padre Carlos Cabecinhas evocou ainda a memória dos Santos Pastorinhos de Fátima para trazer à reflexão o exemplo que as três crianças constituíram na “capacidade de reconhecer a presença de Jesus Cristo no sofrimento daqueles que vinham ao seu encontro; deixaram-nos um comovente exemplo de empatia e compaixão diante das feridas daqueles que os procuravam, suplicando que intercedessem por eles junto de Nossa Senhora”.

Por fim, o reitor do Santuário de Fátima desafiou os peregrinos a serem testemunhas da Palavra de Deus. “Quem faz a experiência da presença de Jesus Cristo na sua vida – nomeadamente na ajuda concreta a quem sofre e precisa de ajuda – sente a necessidade de O dar a conhecer”, sublinhou.

Partindo do que Jesus afirma no Evangelho - “Vós sois as testemunhas de todas estas coisas” – o desafio “não é apenas o de fazer a experiência da presença de Cristo, mas também o de O dar a conhecer. E também isto exige conversão que nos leve a ir mais além de uma vivência cristã rotineira e acomodada”, concluiu.

Neste domingo, fizeram anunciar a sua presença vários grupos de peregrinos. Estiveram presentes um grupo de doentes em retiro, provenientes da Diocese de Bragança-Miranda, um grupo de elementos da Sociedade São Vicente de Paulo e um outro dos Amigos do Verbo Divino. Quanto aos que provieram de outros países, a celebração de hoje contou com peregrinos da Alemanha, Brasil, Espanha, Polónia, República Checa e Sri Lanka.

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