19 de agosto, 2022

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“Não devemos fazer férias de Deus, porque Deus não nos cansa, descansa-nos, porque acompanha a nossa vida”

Santuário de Fátima faz hoje memória da quarta aparição de Nossa Senhora aos três Pastorinhos, nos Valinhos

 

O Santuário de Fátima faz hoje memória da quarta aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos nos Valinhos. A celebração que decorreu esta manhã na Basílica da Santíssima Trindade, foi presidida pelo Pe. Carlos Cabecinhas.

Nas palavras que dirigiu aos peregrinos, começou por lembrar a efeméride hoje assinalada de forma especial, e lembrou que a liturgia deste dia exorta “a tomar Maria como modelo a imitar, porque nos aponta caminhos de felicidade, de realização plena da nossa vida”.

Antes de mais, “a celebração de hoje mostra-nos o caminho da bem-aventurança, da felicidade de uma vida realizada e plena de sentido, o que não significa uma vida sem dificuldades, as dificuldades e o sofrimento são das coisas mais democráticas, pois atingem a todos”.

O sacerdote explicou que “embora aparentemente Jesus recuse o elogio feito a Sua Mãe, de facto faz-lhe o maior elogio, diz que ninguém como Maria soube escutar a Palavra de Deus e levá-la à vida, e este é o maior elogio que Lhe pode fazer”.

“É essa Palavra que, escutada e meditada, orienta a sua vida e as suas atitudes e determina as suas opções”, reiterou o Pe. Carlos Cabecinhas, acrescentando ainda que “é aí que reside a sua bem-aventurança, a sua felicidade, Maria é feliz porque soube escutar a palavra de Deus, guardá-la no seu coração e vive-la”.

Ao exaltar quem escuta a Palavra de Deus e a põe em prática, “Jesus indica-nos também a nós o caminho da bem-aventurança, da felicidade e é um caminho de felicidade que está ao nosso alcance, pois seremos felizes se, como Maria, escutarmos a Palavra de Deus e a procurarmos pôr em prática no nosso dia a dia”.

O reitor do Santuário de Fátima, reconhece que “não é fácil”, por isso, “sempre que rezamos o Pai Nosso, reconhecemos que precisamos da ajuda de Deus e da Sua força para podermos fazer a Sua vontade”.

A celebração de hoje é “um desafio à oração”, uma vez que é “a exortação insistente à oração é um dos traços mais característicos da mensagem de Fátima”, e lembrou que esse é o primeiro pedido de Nossa Senhora aos Pastorinhos e o pedido mais vezes repetido, nas várias aparições”.

Assim, o que se encontra no testemunho dos videntes de Fátima “é precisamente esta forte experiência de encontro com Deus, através da oração e isso continua a acontecer em Fátima e por intermédio da sua mensagem”.

O reitor considera que é isso que muitos peregrinos experimentam no Santuário, “a oportunidade de rezarem e o desafio à oração como encontro e diálogo com Deus, capaz de transformar a nossa vida plena de sentido”.

“Alguns dos que se encontram nesta Basílica estão a gozar o merecido tempo de paragem e descanso, que permitem dedicar tempo a aspetos importantes da nossa vida que tantas vezes no dia a dia, correm o risco de ficar secundarizados, esquecidos”, explicou o sacerdote.

“Para nós, cristãos, é importante ter presente que desse essencial da vida faz parte a relação com Deus, e as férias, para quem é cristão, não só não significam uma pausa na relação com Deus, são um convite renovado a darmos tempo a Deus”, alertou o Pe. Carlos Cabecinhas, afirmando ainda que “não devemos fazer férias de Deus, porque Deus não nos cansa, descansa-nos, porque nos acompanha na nossa vida”.

Esta noite, pelas 21h30, o Santuário de Fátima evocará a quarta aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos na Capelinha das Aparições, seguindo-se a procissão até aos Valinhos.

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«Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios por os pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas»

 

A 19 de agosto de 1917, Nossa Senhora apareceu nos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13 as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém para interrogatório.

No Domingo seguinte, 19 de agosto, a Virgem apareceu-lhes nos Valinhos e pediu-lhes que continuassem a ir à Cova da Iria no dia 13 e que rezassem o terço todos os dias:

«– Que é que Vossemecê me quer?

– Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13, que continueis a rezar o Terço todos os dias. No último mês, farei o milagre para que todos acreditem. [Se não tivessem abalado contigo para a Aldeia seria o Milagre mais conhecido; havia de vir São José com o Menino Jesus para dar a paz ao mundo e havia de vir Nosso Senhor benzer o povo, vinha Nossa Senhora do Rosário com um Anjo de cada lado e Nossa Senhora com um arco de flores à roda.]

– Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?

– Façam dois andores: um leva-lo tu com a Jacinta e outras duas meninas, vestidas de branco; o outro leva-o o Francisco com três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário e o que sobrar é para a ajuda duma capela que hão-de mandar fazer.

– Queria pedir-lhe a cura dalguns doentes.

– Sim, alguns curarei durante o ano.

E tomando um aspecto mais triste:

– Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios por os pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas.»

Entre a 8.ª e a 9.ª estações da Via-sacra no Caminho dos Pastorinhos fica o local onde ocorreu a quarta aparição de Nossa Senhora, em 19 de agosto de 1917.

O monumento celebrativo desta aparição foi construído a expensas dos católicos húngaros e inaugurado a 12 de Agosto de 1956. A branca imagem de Nossa Senhora de Fátima é obra da escultora Maria Amélia Carvalheira da Silva.

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