12 de agosto, 2020

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“O Santuário é o lugar da intimidade de cada um com o transcendente e, a partir daqui, de cada um com a Humanidade” afirma D. José Traquina

O bispo de Santarém é o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana. O prelado sublinha o papel de Fátima  num apelo à nova criação, a partir da confiança e da abertura do coração a Deus. “Isto é o sentido da vida”.

 

Em Fátima, cada homem e cada mulher, na confidencialidade de uma relação com Nossa Senhora, que a todos acolhe, encontra “o mais profundo de si mesmo levando-o ao sentido da vida” afirma D. José Traquina, 66 anos, bispo de Santarém e Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana à rubrica #fatimanoseculoXXI, que pode ouvir em formato podcast no Itunes e no Spotify.

“O santuário de Fátima aponta-nos para um Deus criador a partir da natureza aqui desenvolvida como a Azinheira,  mas também para um Deus redentor que nos convida, através da oração, a fazermos um caminho que vença a indiferença”, refere o bispo de Santarém.

“Há um encontro profundo : primeiro marcado por uma confiança neste Deus que está na nossa origem, que nos cria, nos acompanha e nos espera e, que através do seu acolhimento, nos redime. Por isso, sentimo-nos bem aqui, sentimo-nos acolhidos. Isso toca-nos no mais profundo de nós e remete-nos para o sentido da vida” refere D. José Traquina.

“O santuário de Fátima é um espaço, e um templo, em que somos acolhidos com uma mensagem e uma história, mas este acolhimento é feito sempre de forma individual e é isso que marca a diferença deste lugar”, afirma o prelado que vai presidir à Peregrinação Internacional Aniversária de Agosto.

“Repare, nós chegamos e a imagem de Nossa Senhora interpela logo, como interpelou os Pastorinhos;  e neste sentido, recuperamos logo a nossa história. Nossa Senhora trata-nos a todos como filhos preservando a nossa confidencialidade. As pessoas podem pensar o que quiserem mas, quem aqui chega, tem um segredo que confia a Nossa Senhora, à Senhora do Rosário”.

“Em Fátima, já não acreditamos apenas porque outros acreditaram, e nós vamos atrás, mas por nós, isto é, já não é porque os Pastorinhos acreditaram que nós acreditamos;  é porque a relação que estabelecemos à chegada é uma relação que deriva de um encontro com Nossa Senhora e com Deus, que Ela nos revela”.

“Não pode haver maior cumplicidade que esta: o Santuário é o lugar da intimidade de cada um com o transcendente e, a partir daqui, de cada um com a Humanidade”, realça ainda.

Por isso, adianta, a responsabilidade do Santuário é “enorme”, desde o cuidado com o “arranjo dos espaços” às “celebrações”, tudo “tem de estar centrado na preocupação pelos peregrinos, pelo seu acolhimento”.

“Quando chego ao Santuário e olho para a Azinheira, ao lado da Capelinha, acho graça. Já aí vemos a dimensão simbólica da criação: é uma árvore que aponta para uma dimensão ecológica. A nova criação é isto... Quando precisamos que Deus nos recrie em cada momento, seja no encontro com a árvore seja com a água, eu fico a pensar como é que Deus quer e trabalha para a conversão do mundo e Fátima dá-nos essa leitura”, conclui D. José Traquina.

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana identifica ainda a oração como uma marca de Fátima.

“Há um aspeto muito importante na mensagem de Fátima que é a oração. Nossa Senhora foi pedagoga junto dos Pastorinhos: ensinou-lhes o valor da oração a Deus para salvar a Humanidade” ; mas o que é “mais notável no meio de tudo isto é a maturidade da resposta dos Pastorinhos”, sublinha.

“Recebem o mandato de Nossa Senhora para rezarem e tomam esse encargo pelo bem da Humanidade. Não se trata de rezarem apenas pela salvação das almas mas pelo bem de toda a Humanidade, pela paz” esclarece.

“Esta maturidade dos  Pastorinhos é inigualável. Há aqui uma noção de justiça(...), A oração é muito justa porque está ao serviço da paz, com muita fidelidade e tem uma dimensão de esperança que é o Coração de Maria”, reflete.

“Este coração corresponde aos novos céus e novos mundos, isto é, se a pessoa seguir a Deus o seu coração modifica-se e a pessoa vai encontrar uma terra. A consideração pela vontade de Deus e a atenção ao meu semelhante faz com que os corações se convertam e a paz se desenvolva”

“É uma descoberta que vem do Céu mas que é muito humana”, refere catapultando esta consideração para o momento atual.

“A pandemia é uma oportunidade para a nossa conversão (no que toca aos refugiados e migrantes). Nós temos de nos colocar ao lado da situação, não termos medo de sermos próximos em situações que precisam de nós e da nossa ação”.

“Olho para isto com preocupação e apreensão, pois sempre que há pessoas que não são bem acolhidas, migrações clandestinas, alvos fáceis de tráfico humano, de exploração ou de abuso, não podemos descansar. Sempre que a pessoa humana não é bem acolhida é um problema para o mundo, e para a civilização, e a Igreja, porque está no mundo, não pode alhear-se desta questão”.

“80 milhões de pessoas refugiadas, deve envergonhar-nos a todos. Os líderes precisam de coragem para olhar com verdade para a Humanidade porque a situação dos refugiados, no mundo, entristece a Humanidade”, frisa.

“Não se trata da paz ou da guerra mas de pessoas que não são tratadas com dignidade, com a dignidade a que a condição humana nos obrigaria e que a bondade, que nada tem a ver com a religião, deveria determinar”.

#fatimanoseculoXXI, com D. José Traquina, pode ser ouvido em www.fatima.pt/podcast.

 

 

 

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