13 de setembro, 2020

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“O Santuário é uma antena que liga ao Céu, e há necessidade de esta antena emitir aquilo que o Céu quer para chegar à pessoa”

O padre Manuel Antunes, capelão do Santuário de Fátima desde 1976, lembra que o Santuário tem uma missão “de grande responsabilidade” e é, para muitos, o “lugar da cura e da conversão”.

 

“A fome e o desejo que as pessoas revelam de vir a Fátima já é algo que chama a atenção para a importância e para a necessidade de Deus. O Santuário de Fátima tem, por isso, uma missão de alta responsabilidade para levar a pessoa a encontrar-se com a Mãe e com o Filho e assim, através da oração, iniciar, pelo menos, o seu processo de conversão”.

De rajada, à pergunta sobre o papel do Santuário de Fátima num contexto particularmente difícil, marcado por um certo alheamento de Deus na vida de cada um, o padre Manuel Antunes – 91 anos e quase 70 de sacerdócio – não tem muitas dúvidas sobre a responsabilidade do Santuário e a importância da mensagem de Fátima no acolhimento e no tratamento das feridas da humanidade: “O anúncio da palavra não é fácil porque o mundo está arredio, mas a mensagem de Fátima foi-nos dada para tempos difíceis e agora, que vivemos outras dificuldades, é-nos dada como uma luz e uma esperança” refere. Por isso, o Santuário, que tem por principal missão difundi-la, deve apostar “no acolhimento e na proximidade aos peregrinos”.

“Nós que temos por missão acolher não somos santos; temos é de ser servidores dos peregrinos e de Nossa Senhora, promovendo o diálogo sério com todos os que cá vêm para que as pessoas sejam tocadas pela Graça e possam converter-se”,  “não em massa, mas cada um converter o seu coração”. Até “pode nem ser imediata mas a semente fica”.

“É preciso que saibamos ligar Nossa Senhora a Jesus e fazer com que os peregrinos conheçam essa ligação e se deixem tocar por ela”, esclarece, sublinhando a “importância do Sacrário”.

“Foi assim que o Anjo fez com os Pastorinhos. Foi este contacto com a Eucaristia que os fez mudar de vida”, lembra ao destacar que esta “é a missão mais importante do Santuário”. “Se a pessoa souber que Jesus está ali, tudo fica mais fácil”.

“O santuário tem uma missão de grande responsabilidade e, apesar de algumas dificuldades materiais que possam existir, o que é normal em tempo de crise, as pessoas procuram no Santuário a paz, o acolhimento e a atenção que não encontram noutros lugares”, adianta ainda. E, recuperando uma expressão de São João Paulo II, o Papa de Fátima, o padre Manuel Antunes reafirma: “o Santuário é uma antena que liga ao Céu e há necessidade de esta antena emitir aquilo que o Céu quer para chegar à pessoa. É uma mensagem do coração para o coração. É isto a mensagem de Fátima”.

“Não podemos entender a mensagem de Fátima sem ser como uma palavra de misericórdia e de esperança. Recorde-se a aparição de Tuy”, adverte.

“Nestes tempos difíceis da pandemia, há que ter esperança mas aproveitar este tempo para uma verdadeira revisão de vida”, acrescenta.

“A mensagem de Fátima é um dom para a pessoa, para a família e para o mundo e, sobretudo, para quem sofre; e nós hoje sofremos muito, sobretudo, sofremos pela ausência de Deus na vida de tanta gente”, lamenta.

Durante a conversa, que pode ser ouvida na íntegra em www.fatima.pt/podcast ou no iTunes e Spotify, o assistente do Secretariado Nacional da Mensagem de Fátima não esconde a importância que tem para si a devoção ao Coração Imaculado de Maria, proposta nas catequeses dos Primeiros Sábados, no programa oficial do Santuário de Fátima, como o caminho e o refúgio que nos conduz a Deus.

“É preciso que a Igreja saiba reafirmar a existência e o primado de Deus” refere ao destacar que “é muito importante ensinarmos a adorar a Deus; depois ensinarmos o valor da penitência, que não é mais do que cumprirmos o dever e a contemplação – a Eucaristia – e, finalmente, a missão. Aqui é que está o erro: vamos à missão e deixamos para trás o tripé: oração, penitência e contemplação. Escangalhamos tudo, não há apostolado que sobreviva”.

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