08 de janeiro, 2023

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Os Magos ensinam o desejo e a vontade de procurar Deus vencendo a indiferença, afirma reitor do Santuário

O padre Carlos Cabecinhas presidiu à missa dominical na Basílica da Santíssima Trindade, durante a qual se fez o anúncio dos diferentes tempos litúrgicos deste ano

 

O Reitor do Santuário de Fátima presidiu à Missa da Solenidade da Epifania do Senhor, este domingo na Basílica da Santíssima Trindade, e desafiou os peregrinos a procurarem de forma ativa os sinais e os lugares onde encontrar Deus, à semelhança do que fizeram os Magos, que nunca se deixaram acomodar diante da adversidade do caminho porque desejavam o encontro.

"Como aos Magos, também hoje Deus nos fala e Se manifesta. Deus não está ausente do nosso mundo. A sua luz continua a iluminar e a romper as trevas e os sinais da sua presença são visíveis, quando efetivamente O procuramos, como os Magos, quando vivemos a fé numa atitude de busca, de procura do encontro com Cristo, de atenção aos sinais da Sua presença" afirmou o reitor.

O responsável do Santuário lembrou a partir da Liturgia, que celebra a manifestação de Jesus a todos os homens, apresentando-O como uma Luz que se acende na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra, que esta “é a grande celebração da universalidade da Igreja, da sua catolicidade”. No entanto, alertou para o perigo de uma deriva de fé por parte dos cristãos.

“Facilmente caímos na indiferença dos habitantes de Jerusalém, deixando que a nossa fé se torne meramente rotineira, acomodada, satisfeita consigo própria, adormecida: o que fazemos, fazemo-lo por hábito, mas sem que Jesus Cristo conquiste o nosso coração. Por vezes, podemos assumir até a atitude de Herodes, na medida em que encaramos Deus como um concorrente na nossa vida, como um peso ou ameaça” explicitou.

“Estas atitudes diante de Jesus podem ser também as nossas” disse o sacerdote, exortando os peregrinos presentes, entre os quais um numeroso grupo de Espanha, a fazerem como os Magos que “acolhem a luz de Deus: põem-se a caminho guiados por um astro luminoso, uma estrela, procuram o Salvador e adoram o Menino-Deus, que reconhecem como luz do mundo”.

E, prosseguiu: “Esta é a atitude de quem não se deixa acomodar na vivência da fé, de quem não permite que a rotina determine a nossa relação com Deus. Esta é a atitude de quem rejeita viver nas trevas e quer que a luz de Cristo venha, de facto, iluminar-nos”, acrescentou.

“Uma fé acomodada é uma fé-morta. Ter fé é viver essa permanente inquietação de procurar o encontro com Cristo, que é Luz nas trevas das nossas vidas; é estarmos dispostos a viver a nossa vida como um caminho permanente para O adorar”, esclareceu.

“A fé é inquietação constante, que nos leva a procurar os sinais da presença de Deus nas mais diversas situações: é esforço para vivermos de acordo com a Sua vontade: é recusa da indiferença diante do sofrimento dos que nos cercam e que são, sempre, presença de Deus para nós”, disse ainda.

"Este é o grande desafio, o exemplo dos Magos: uma fé inquieta, que deseja o encontro, e não se deixa acomodar" concluiu o padre Carlos Cabecinhas.

Esta tarde, o Santuário de Fátima acolhe o primeiro Encontro na Basílica deste ano, com o tema "Maria levantou-se e partiu apressadamente", cuja conferência será proferida pelo padre João Paulo Quelhas, capelão do Santuário. Seguir-se-á um recital de Harpa com Ana Aroso.

O I Encontro na Basílica tem transmissão direta no youtube e no facebook do Santuário ou em www.fatima.pt, celebrações em direto.

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