05 de outubro, 2017

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Os peregrinos “são os grandes protagonistas de Fátima”, afirma reitor do Santuário

Última visita temática à exposição temporária `As cores do Sol: a luz de Fátima no mundo contemporâneo´ foi conduzida pelo Pe. Carlos Cabecinhas

 

O Reitor do Santuário de Fátima conduziu a última visita temática do ano jubilar à exposição temporária `As cores do Sol: a luz de Fátima no mundo contemporâneo´ propondo uma reflexão sobre o património imaterial dos peregrinos de Fátima, nomeadamente a Procissão das Velas e a Procissão do Adeus, dois dos momentos mais emocionantes para os peregrinos que se deslocam à Cova da Iria.

O Pe. Carlos Cabecinhas referiu a importância das procissões em Fátima, que a par da oração do terço, são “marcas do imaginário” deste lugar e sublinhou o sentido da procissão como “uma caminhada comum” sinal da condição peregrina da igreja enquanto povo de Deus.

Em Fátima, particularmente, a procissão é uma forma “de aproximação” à veneranda imagem de Nossa Senhora e, simultaneamente, um  momento de oração, meditação e peregrinação.

O Reitor sublinhou a especial relação entre estas procissões e a própria Mensagem de Fátima, nomeadamente a Procissão das Velas que remete para a “luz de Deus”, relatada nas memórias da Irmã Lúcia por variadas vezes, em concreto, quando descreve a experiência de Francisco, tocado pela Luz de Deus.

“A Procissão das Velas é a ritualização desta experiência de luz bem presente na Mensagem de Fátima. A luz que Nossa Senhora mete no coração dos pastorinhos é a luz de Deus”, afirma o Pe. Carlos Cabecinhas.

Já a Procissão do Adeus, sendo um rito de despedida, “um adeus emotivo” dos peregrinos a Nossa Senhora, representa um aspecto indelevelmente ligado à `alma portuguesa´: a saudade.

O Reitor falou igualmente de uma outra procissão, criada por razões meramente funcionais, mas que hoje é um dos momentos mais “belos” e que mais dizem da experiência que se faz em Fátima: o silêncio.

Trata-se da procissão de saída da imagem depois da missa da Vigília da noite dos dias 12, entre maio e outubro, durante a qual milhares de peregrinos rezam em silêncio, “o silêncio orante característico de Fátima”, acrescenta.

É a mais recente das procissões mas tornou-se “marcante nos rituais processionais do Santuário”, frisou.

Em todos estes momentos, concluiu o reitor, os peregrinos são “os grandes protagonistas de Fátima”.

Os peregrinos “criaram estes rituais e são eles que os protagonizam” quer quando levam as velas acesas, quer “quando se movimentam no recinto para ficarem mais próximos da imagem, quer ainda quando acenam os lenços brancos para se despedirem.

Recorde-se que os dois momentos estão sublinhados nesta exposição temporária, patente ao publico no Convivium de Santo Agostinho, no Piso Inferior da Basílica da Santíssima Trindade até outubro de 2018, com as duas instalações com que a exposição termina: “Chama da fé- evocação da Procissão das Velas”, da autoria de Joana Delgado e “Os Lenços alvos- evocação da Procissão do Adeus”, de João Maya.

No final da apresentação, o reitor teve ainda oportunidade de inaugurar a visita virtual a esta exposição.

Apartir de agora qualquer pessoa pode visitar detalhamente esta exposição entrando em https://www.fatima.pt/pt/pages/exposicoes-temporarias, na página on line do Santuário de Fátima.

Tomando como matéria histórica o dia 13 de outubro de 1917 e os relatos diretos e indiretos sobre o Milagre do Sol, a exposição pretende recriar, através de vários mecanismos sensoriais, cenários relacionados com a paisagem do dia da última aparição da Virgem Maria em Fátima.

Até ao momento visitaram in loco esta exposição mais de 232 mil peregrinos.

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