11 de julho, 2019

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Reflexão assente nas fontes de Fátima permite traçar um retrato de Francisco Marto

Trabalhos da 4ª edição dos Cursos de Verão do Santuário de Fátima continuaram na tarde de hoje

 

Durante a tarde do segundo dia de trabalhos da 4ª edição dos Cursos de Verão do Santuário de Fátima, os formadores traçaram um retrato de Francisco Marto através das fontes de Fátima.

Num primeiro momento, Agripina Vieira, falou sobre "Os retratos de Francisco Marto nas fontes de Fátima I: Francisco Marto nas Memórias, de Lúcia de Jesus".

“O retrato de Francisco vai-se contruindo ao longo das seis memórias da Irmã Lúcia, frequentemente, com pinceladas leves, ocasionalmente com traços fortes bem definidos”, explicou a investigadora aos 110 formandos.

Esses retratos surgem só na quarta memória, “onde Francisco é o centro da narrativa”, com a "franqueza e frontalidade” que caracterizam a Irmã Lúcia.

“A Lúcia tem a preocupação de apresentar as várias facetas de Francisco, não só as características de santidade, mas também traços com que menos se identifica”, e, nessa caracterização, “destaca a personalidade de índole serena”, referiu Agripina Vieira, para quem “o retrato de Francisco que surge nas Memórias de Irmã Lúcia é de um menino de uma grande intensidade e de uma grande complexidade de personalidade”.

Agripina Vieira tem doutoramento em Estudos Literários e Culturais ramo de Estudos Comparatistas, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É colaboradora permanente do Jornal de Letras Artes e Ideias e Colóquio/Letras. Autora de vários estudos em áreas das literaturas francesa, portuguesa contemporânea e africanas de língua portuguesa assim como no âmbito da representação literária do fenómeno religioso de Fátima. É investigadora do Techn&Art-IPT.

No segundo momento da tarde, os formandos foram convidados a refletir sobre "Os retratos de Francisco Marto nas fontes de Fátima II: Francisco Marto na documentação histórica e na cronística de Fátima”, numa apresentação que esteve a cargo de André Melícias, que, com base numa intensa análise de várias fontes, concluiu que “a documentação inicial apresenta Francisco como uma criança normal, recatada mas com um perfil psicológico equilibrado”.

Francisco tem um “papel diminuto na documentação inicial, especialmente se comparado com Lúcia ou Jacinta”, havendo ainda “uma aparente hierarquização dos videntes, em função da sua interação com a aparição”.

Segundo André Melícias, as Memórias da Irmã Lúcia, enquanto publicação, é um "ponto de viragem na produção escrita sobre Fátima, que permite o aprofundamento da história das aparições e abre caminhos para abordagens biográficas”.

“Nas Memórias, é possível saber mais sobre Francisco”, que, através daqueles relatos que permitem ver o seu "perfil de santidade", ganha "densidade psicológica e espiritual”, referiu o orador, para quem a santidade do vidente não resulta das aparições, mas sim “do modo como a sua vida modificou através e após este acontecimento”.

André Melícias é licenciado e mestre em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, respetivamente. É também mestre em Ciências da Documentação e da Informação, na variante de Arquivo, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É doutorando do Programa Interuniversitário de Doutoramento em História (PIUD-Hist).

Colabora com o Instituto Politécnico de Leiria na categoria de Professor Assistente Convidado. Integra o Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na linha de investigação em Instrumentos e Ciências da Informação. É responsável pelo Arquivo e pela Biblioteca do Santuário de Fátima desde 2014, desempenhando atualmente funções de coordenador do Serviço de Arquivo e Biblioteca, sub-unidade orgânica do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima.

O segundo dia terminou com uma visita à casa de São Francisco e de Santa Jacinta Marto, em Aljustrel.

No último dia do encontro, “Os retratos espirituais de São Francisco Marto” serão trazidos por Pedro Valinho Gomes, do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião, da Universidade Católica Portuguesa, seguindo-se uma abordagem aos retratos de Francisco Marto nas representações artísticas, trazida pelo diretor do DE, Marco Daniel Duarte. Durante a tarde, Sónia Vazão, responsável pelo Serviço de Investigação do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima irá falar sobre “O processo de canonização de São Francisco Marto”, apresentação à qual se segue novamente o diretor do DE, que concluirá o curso com uma biografia de Francisco Marto.

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