01 de dezembro, 2019

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Reitor convida a uma espera vigilante de Deus, centrada na oração a exemplo do que fizeram os santos pastorinhos

O padre Carlos Cabecinhas assinalou início do Advento que coincide com o início do novo ano pastoral no Santuário de Fátima

 

O reitor do Santuário de Fátima convidou os peregrinos participantes na missa dominical na Basílica da Santíssima Trindade a fazerem do Advento um tempo de “espera vigilante” e alertou para os riscos das distrações que consomem o dia-a-dia e fazem “esmorecer a fé”, a relação com Deus e com os outros.

“Vigiar e estar vigilante é estar desperto, atento, não adormecido” afirmou o padre Carlos Cabecinhas na primeira homilia do novo ano pastoral que hoje começa em Fátima, inspirado no tema “Dar graças por viver em Deus”.

“Há muitas coisas que nos fazem adormecer na nossa fé e nos distraem quotidianamente do que é essencial”, alertou o reitor do Santuário concretizando com exemplos: “a rotina que se vai instalando na nossa relação com Deus e com os outros; a sedução dos caminhos fáceis que nos afastam de Deus; as mil e uma preocupações que preenchem os nosso dias e que tantas vezes nos distraem”.

“Estar atento e vigilante não é um convite a uma atitude passiva, de cruzar os braços, mas sim uma atitude ativa que implica conversão do coração e compromisso efetivo com a vontade de Deus” esclareceu o reitor desafiando os peregrinos a aprender o sentido desta vigilância com os Santos Pastorinhos, Francisco e Jacinta Marto. Desta marca de atenção e vigilância o reitor destacou “a centralidade de Deus nas suas vidas”, o tempo dedicado à oração com Jesus e a atenção para com os outros, nomeadamente nos sacrifícios que faziam.

“Este tempo de Advento é desafio a um tempo de escuta mais atenta e assídua da palavra de Deus para, à luz dessa palavra, avaliarmos as nossas atitudes e as nossas opções” concluiu o reitor.

Este domingo a Igreja celebra o inicio do Advento e, em Fátima, começa um novo ano pastoral que “pretende ajudar os peregrinos a tomarem consciência da sua vocação à santidade enquanto vida em Deus; da necessidade de conversão como recentramento da vida em Deus; da experiência da misericórdia de Deus como convite a viver em Deus” afirmou durante ontem o padre Carlos Cabecinhas na Jornada de Apresentação do tema do Ano Pastoral, ao sublinhar que os peregrinos são convidados a descobrir Fátima como `escola de santidade´, quer na espiritualidade cristã proposta pela mensagem de Fátima, quer na vida dos Santos Pastorinhos, que encarnaram exemplarmente essa espiritualidade.

“Nos santos Francisco e Jacinta, ao celebrarmos os cem anos das suas mortes, os peregrinos são desafiados a descobrir a exortação a viverem a santidade nas suas vidas. Esta exortação à santidade decorre da condição de batizados: todos os batizados são chamados a serem santos”.

O responsável pelo Santuário lembrou, por outro lado, que a dinâmica pastoral do ano tem como referência, além da efeméride do centenário da morte de Santa Jacinta, os centenários da primeira escultura de Nossa Senhora de Fátima e o da ordenação episcopal de D- José Alves Correia da Silva, o primeiro bispo da então recém restaurada diocese de Leiria, também designado como primeiro grande Bispo de Fátima.

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Missa, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

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