11 de março, 2017

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Santuário de Fátima edita livro Estudo científico da escultura de Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Obra foi apresentada esta manhã âmbito das II Jornadas de Conservação e Restauro

 

O Santuário de Fátima edita o livro Estudo científico da escultura de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no próximo sábado, no âmbito das II Jornadas de Conservação e Restauro, que decorrem no Centro Pastoral de Paulo VI.

A obra é coordenada por Marco Daniel Duarte – Diretor do Museu do Santuário de Fátima – e por João Freitas Coroado − Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Tomar. No livro, edição do Santuário de Fátima, é possível ler textos de Agnes Le Gac, Ana Rita Santos, António João Cruz, Carla Rego, Pe. Carlos Cabecinhas, João Freitas Coroado, Leopoldina Reis Simões, Luísa Carvalho, Marco Daniel Duarte, e Sónia Vazão.

A apresentação da obra esteve a cargo da Diretora-Geral do Património Cultural, Paula Silva, que relativamente ao conteúdo do livro afirmou «que são estudos exaustivos de elevado rigor que mostram uma investigação muito aprofundada»

João Freitas Coroado reiterou «a confiança que o Santuário de Fátima depositou no Instituto Politécnico de Tomar para o estudo da imagem», «por ser um símbolo icónico do culto mariano e do catolicismo no mundo».

O vice-presidente do Instituto Politécnico de Tomar contou que este episódio «mobilizou toda a população universitária e mobilizou ainda a população do próprio município»

Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário de Fátima, afirmou «a certeza que estamos ainda mais responsabilizados com este que é o mais importante objeto que o Santuário de Fátima custodia».

«Esta imagem que pertence a toda uma comunidade, dentro e fora do catolicismo, uma comunidade sem barreiras, Nossa Senhora pertence aos peregrinos de Fátima», afirmou o historiador.

A escultura de Nossa Senhora de Fátima, da autoria de José Ferreira Thedim (1892-1971), foi criada em 1920 para veneração na Capelinha das Aparições, e é uma peça de vulto redondo, com 1037 mm de altura, talhada em madeira de cedro do Brasil, com aplicação de policromia, douramento e carnação pela Casa Teixeira Fânzeres, de Braga. Esta Imagem é um dos mais importantes símbolos do catolicismo, atraindo ao Santuário de Fátima milhões de peregrinos por ano, entre eles os mais importantes dignitários da Igreja, como é o caso dos Papas.

Esta imagem foi ofertada por um devoto de Torres Novas, Gilberto Fernandes dos Santos, e benzida na Igreja Paroquial de Fátima a 13 de maio de 1920. Posteriormente foi entronizada na Capelinha das Aparições, a 13 de junho de 1920. A 13 de maio de 1946 foi solenemente coroada pelo Legado Pontifício, Cardeal Masela, com a coroa oferecida pelas mulheres portuguesas em 1942, na qual, em 1989, foi incrustada a bala que atingiu o Papa João Paulo II, no atentado de que foi vítima a 13 de maio de 1981.

Entendendo a importância de um intercâmbio cultural, científico e pedagógico entre o Santuário de Fátima e o Instituto Politécnico de Tomar, nomeadamente do seu Laboratório de Conservação e Restauro, e considerando o interesse mútuo em estabelecer uma parceria institucional entre ambas as entidades, foi assinado um protocolo de cooperação, que visava o estudo desta imagem.

O estudo desenvolvido pretendeu proceder a uma análise rigorosa dos materiais e do estado de conservação da Escultura de Nossa Senhora de Fátima, venerada na Capelinha das Aparições, para posteriormente serem objeto de uma publicação científica da responsabilidade do Museu do Santuário de Fátima e do Laboratório de Conservação e Restauro do Instituto Politécnico de Tomar.

Este estudo realizado em junho de 2013, e apresentado em outubro de 2015, permitiu saber que a escultura é «ricamente decorada com ouro de 22 quilates e com incrustações de diamantes e outras gemas», explicou o Pe. Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima em conferência de imprensa.

A investigação permitiu ainda conhecer «pequenos danos no revestimento polícromo, como estalados, fissuras, desgastes e destacamentos pontuais da camada estratigráfica», danos esses que «resultam essencialmente do manuseamento e deslocação da Imagem em contexto litúrgico, assim como das condições ambientais, de temperatura e de humidade relativa, a que está diariamente sujeita».

Para além de um maior conhecimento sobre a Imagem, o estudo permitiu estabelecer algumas recomendações com vista a reduzir o impacto dos fatores de risco.

Este livro que integra a coleção Arte e Património, edição do Santuário de Fátima.

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20 jan 2019

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Missa

Rosário, na Capelinha das Aparições

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Terço
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