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Santuário de Fátima

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Alfredo Teixeira considera “Tropário para uma pastora de ovelhas mansas” uma obra «muito singular»

15 de março, 2017

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Alfredo Teixeira considera “Tropário para uma pastora de ovelhas mansas” uma obra «muito singular»

Centro Cultural de Belém e Casa da Música acolhem projeto musical inédito produzido a partir das Memórias da Irmã Lúcia 
 

O projeto artístico “Tropário para uma pastora de ovelhas mansas”, uma iniciativa integrada nas comemorações do Centenário das Aparições, que reúne o trabalho de seis compositores contemporâneos desafiados a pensar Fátima do ponto de vista musical, vai ser apresentada no Centro Cultural de Belém em Lisboa e na Casa da Música no Porto.

Este projeto musical inédito, estreado na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em abril de 2016, vai ser agora apresentado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa,  a 18 de março pelas 21h00, e na Casa da Música, no Porto,  a 26 de março pelas 18h00.

O projeto iniciou o Ciclo Ouvir Fátima, e fez uma proposta de leitura musical das Memórias da Irmã Lúcia, ao juntar um coro − Officium Ensemble − e dois instrumentos: acordeão − Octávio Martins − e piano − Ana Telles, sob a direção artística do maestro Pedro Teixeira.

Trata-se de  um projeto compósito que nasceu do desafio de construir uma obra musical a partir das Memórias da Irmã Lúcia, em que cada compositor foi desafiado a fazer uma leitura independente, mas integrada numa narrativa concreta que dá uma dimensão coletiva à produção. A coordenação do projeto de composição esteve a cargo de Alfredo Teixeira.

O coordenador em entrevista à Antena 2 esta manhã considerou esta obra «muito singular», pelo facto de «juntar seis autores em torno de um texto essencial na história que este ano celebra o seu Centenário».

De acordo com Alfredo Teixeira «em cada sequência, a narrativa conhece interpolações diversas, mas todos os elementos textuais incluindo os poemas criados ou recolhidos, têm origem nas fontes referidas», sem que alguma coisa «seja acrescentada».

Relativamente ao nome, “Tropário para uma pastora de ovelhas mansas”, o coordenador disse que a Ir. Lúcia se apresentava assim e por isso esta designação «faz todo o sentido».

Procurou-se tornar o discurso «mais direto» mantendo a «linguagem mística e bucólica de uma pastora vidente que descobre no que a rodeia uma transparência sobrenatural».

Este projeto musical, único, que faz uma leitura musical da mensagem de Fátima, para além das leituras teológicas habituais, tem no coro o protagonista fundamental, acrescentando-lhe o acordeão e o piano, dois instrumentos improváveis que lhe dão uma dimensão sui generis, mas que assume uma pluralidade dos mundos sociais e culturais que atravessam a história de Fátima, ao longo destes cem anos.

O Tropário começa com uma declaração da própria Irmã Lúcia sobre o que é escrever uma memória, segue-se a Aparição do Anjo, os Pastorinhos, a Senhora e, depois, o Adeus, a partir da despedida da Irmã Lúcia da sua terra natal, o que confere a este tropo a própria experiência do peregrino, já que a cerimónia do adeus é, porventura, a que melhor expressa a relação entre o peregrino e Fátima.

Em cada sequência, a narrativa conhece interpolações diversas, mas todos os elementos textuais, incluindo os poemas criados ou recolhidos, têm origem nas fontes referidas sem que alguma coisa seja acrescentada.

Neste trabalho artístico procurou-se, ainda, tornar o discurso mais direto mantendo a linguagem mística e bucólica de uma pastora vidente que descobre, no que a rodeia, uma transparência sobrenatural.

Cada um dos seis tropos foi pensado e composto por um compositor e o trabalho final desenvolveu-se para coro, piano e acordeão. A formação coro-piano e coro-acordeão alternam sempre ao longo da peça, num verdadeiro diálogo tímbrico.

O primeiro tropo, intitulado Memória, para coro-acordeão foi composto por João Madureira; o segundo “O Anjo”, para coro-piano por Alfredo Teixeira. O terceiro tropo designado “A Senhora”, para coro-acordeão foi desenvolvido por Sérgio Azevedo; o quarto- “Francisco”- para coro-piano foi composto por Nuno Côrte-Real e o quinto- “Jacinta”- para coro-acordeão foi composto por Rui Paulo Teixeira. O sexto e último tropo foi composto por Carlos Marecos, para coro-acordeão e piano e intitula-se “Adeus”.

O Pe. Vítor Coutinho, coordenador da Comissão Organizadora do Centenário das Aparições de Fátima, afirmou que esta obra é «uma oportunidade privilegiada para revisitar os lugares mais significativos de Fátima, da sua história e do seu presente». Segundo o vice-reitor do Santuário de Fátima «celebrações como esta são ocasião para recuperar o passado com memória grata do que marca a nossa identidade, para configurar o presente com a vivência reatualizada da herança recebida e a olhar o futuro como possibilidade de dar novas expressões ao espírito fundamental do que nos move nesta celebração».

Para mais informações sobre a apresentação no Centro Cultural de Belém clique aqui.

Para mais informações sobre a apresentação na Casa da Música clique aqui .