search clock-o download play play-circle-o volume-up image map-marker plus twitter facebook rss envelope linkedin close exclamation-triangle home bars angle-left angle-right share-alt clock-o arrow-up arrow-down2 folder folder-folder-plus folder-open calendar-o angle-down eye refresh

PÁGINA OFICIAL

Santuário de Fátima

Transmissão Online

D. António Marto fez balanço dos acontecimentos importantes vividos em 2017

01 de janeiro, 2018

3J3A8691.JPG

 

D. António Marto fez balanço dos acontecimentos importantes vividos em 2017

Prelado presidiu esta noite à celebração de ação de graças na Basílica da Santíssima Trindade

 

D. António Marto, bispo da diocese de Leiria-Fátima, presidiu esta noite à celebração de ação de graças na Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima. A missa com o canto do Te Deum, em ação de graças pelo ano que findou, e pelas graças recebidas, teve início pelas 22h00 e contou com a presença de muitos peregrinos oriundos de Portugal e do Estrangeiro.

O bispo da diocese de Leiria-Fátima, em jeito de balanço, relembrou os acontecimentos mais relevantes acontecidos em Fátima e na Igreja em Portugal.

“Em primeiro lugar foi a celebração do centenário das aparições de Nossa Senhora durante sete anos com o seu momento mais alto na visita do Papa Francisco”, lembrou o prelado agradecendo e apoiando o Sumo Pontífice na sua missão.

D. António Marto, afirmou que a vivência da celebração do Centenário das Aparições de Fátima “significou sair de uma visão parcial de Fátima centrada na curiosidade dos segredos e na série de devoções avulsas para olhar Fátima como Epifania do Amor”.

Em 1917 “a Virgem confiou aos pastorinhos de Fátima a missão sempre antiga e sempre nova de chamar o mundo atribulado às próprias fontes do Evangelho em tempos de descrença e de guerras”, o que para o bispo diocesano significa “partir de novo da presença de Deus próximo e amoroso com os dons da misericórdia e da paz; converter ou reeducar o nosso coração ao amor verdadeiro através da adoração, da compaixão e da oração do rosário para nos conformar ao coração de Cristo e de sua mãe; decidir-se finalmente pelo Bem e pela Paz na história através da colaboração na reparação do pecado do mundo”.  

O prelado lembrou que ao longo destes sete anos foi possível “experienciar a catolicidade e a projeção mundial de Fátima”, que foi e é “um dom para a Igreja e para a humanidade”.

“Fátima não pertence só a Portugal ou à Igreja; é do mundo inteiro que aqui afluiu de todos os povos, culturas e línguas, acima de todas as expectativas”, reiterou.

“A canonização de Jacinta e Francisco Marto é um outro motivo para o nosso júbilo e para atual meditação”, disse.

D. António considera que a “primeira coisa que salta à vista é o valor da vida invisível de Jacinta e de Francisco”.

“Eles não foram heróis famosos nem conheceram a popularidade das redes sociais de comunicação, mas simples crianças como tantas outras que viveram uma experiência particular de fé guiadas por Nossa Senhora. A sua santidade é um puro acontecimento da graça divina que atua onde quer e como quer”.

Outra evidencia que se destaca nos pastorinhos “é o facto de ser um sinal divino da nova valoração da infância e da dignidade das crianças como um compromisso a assumir”.

Francisco e Jacinta “são um exemplo e modelo de santidade para toda a Igreja com o perfil espiritual próprio de cada um; são um desafio ao santuário para levar mais a peito a sua vocação a ser escola de santidade de povo, santidade popular”.

Outro aspeto que o prelado considera importante realçar é a vivência do centenário da restauração da diocese de Leiria-Fátima, a 17 de janeiro de 1918 após a sua extinção por motivos políticos em 1882.

“Queremos que seja um tempo de graça e de renovação espiritual e pastoral desta diocese particularmente abençoada pelo carisma de Fátima, das aparições e da mensagem da Senhora e do Santuário popularmente reconhecido como «altar do mundo»”.

Por fim, D. António Marto realçou o dia mundial da paz dedicado aos “migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz”.

“No atual cenário político, o Papa propõe quatro pilares para responder a este dramático problema: acolher, proteger, promover e integrar”, explicou o prelado lembrando que estes quatro aspetos  “requerem uma prática constante de quatro virtudes, a saber: acolher significa viver a hospitalidade; proteger significa exercer a tutela, a atenção e defesa dos mais frágeis e indefesos, da sua dignidade e direitos humanos; promover significa a fortaleza de combater preconceitos e medos e criar espaços e oportunidades de diálogo, colaboração e desenvolvimento; integrar significa exercer a fraternidade que encurta distâncias e abre caminhos de encontro, de adaptação, de compreensão e de inclusão”.

No final da homilia, D. António Marto desafiou os peregrinos a “assumir o compromisso próprio – por mais insignificante que possa parecer – de ajudar os irmãos refugiados e migrantes a encontrar aqui na nossa terra, na nossa pátria, na nossa Europa horizontes concretos de um futuro melhor a construir”.

No final da celebração ouviu-se o cântico Te Deum, em ação de graças pelo ano vivido. Após este momento os peregrinos foram convidados a ir em procissão até à Capelinha das Aparições, onde foi recitado o rosário.