26 de dezembro, 2021

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“A família, lugar onde Deus se faz visível, é chamada a ser o lugar do perdão dado e recebido; a ser o refúgio seguro nas tempestades da vida”, afirmou o Pe. Carlos Cabecinhas

Reitor do Santuário de Fátima presidiu à missa dominical na Basílica da Santíssima Trindade, onde as famílias foram lembradas de forma particular

 

 

O Reitor do Santuário de Fátima, o Pe. Carlos Cabecinhas, presidiu à missa dominical na Basílica da Santíssima Trindade, onde as famílias foram lembradas de forma particular.

No Domingo da oitava festiva do Natal, “somos convidados a contemplar a família do presépio, a sagrada Família – de Jesus, Maria e José – e a olharmos a nossa própria realidade familiar à luz desta Sagrada Família”.

O Evangelho deste dia apresenta um dos momentos dramáticos da vida familiar de Jesus, Maria e José, retratando o desencontro entre Jesus e os seus pais, por ocasião da peregrinação a Jerusalém, quando ele tinha 12 anos.

“Tinha ido em peregrinação com os seus pais, por ocasião da festa da Páscoa, cumprindo o que a Lei estipulava, e ficou em Jerusalém, sem que seus pais se apercebessem disso”, e quando, três dias depois, o encontraram, a resposta de Jesus foi “de difícil compreensão para Maria e José”.

Assim, “a vontade de Deus é a prioridade fundamental, que ultrapassa qualquer outra exigência, no entanto, Jesus não desvaloriza a realidade familiar e a importância dos laços familiares, significa que olha essa realidade a partir de Deus, num momento de entusiasmo de quem procura fazer o seu discernimento vocacional”, considera o reitor do Santuário de Fátima.

Apesar de não compreender, “Maria guardou essas palavras e esse acontecimento no seu coração, meditando, refletindo, rezando”.

“Maria aparece-nos, pois, como modelo de quem, na vivência familiar, procura também tudo ver a partir de Deus, discernir a vontade de Deus; olhar e rezar a própria vida familiar à luz de Deus e este aspeto remete-nos para aquela dimensão da vida familiar que o Concílio Vaticano II procurou valorizar, falando da família como Igreja Doméstica”, acrescentou o sacerdote, lembrando ainda que a família é chamada a ser “o lugar onde se aprende a rezar e onde os pais são, pela palavra e pelo exemplo, sendo os primeiros anunciadores da fé para os seus filhos”.

De facto, a família “é a primeira escola de vida cristã, pois é em família que fazemos a experiência da filiação divina e, como filhos de Deus, aprendemos a cultivar a nossa relação única com Deus, à imagem de Jesus”.

O Pe. Carlos Cabecinhas falou ainda deste é “desafio permanente”, que passa pelos pais serem “transmissores da fé, de modo que os seus filhos possam crescer, como Jesus, em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.

A família é, também, “o lugar do discernimento vocacional e os pais sabem que os filhos não lhes pertencem”, contudo, “é sempre difícil deixar esse espaço de liberdade para a descoberta da própria vocação”.

“Nem sempre é fácil aos pais perceber a opção vocacional dos filhos, nem respeitar as suas legítimas opções, e este é um caminho de conversão sempre necessário e sempre difícil”, reiterou.

Neste contexto festivo do Natal, em que a família assume uma “especial importância”, mesmo para aqueles que “não partilham connosco a fé cristã, a Palavra de Deus sublinha o quanto esta realidade é querida por Deus e por Ele abençoada”.

“Para nós que somos cristãos, este tempo festivo do Natal mostra-nos que a família, é o lugar onde Deus se torna visível e encarna”, e deste modo “a família é chamada a ser lugar por excelência da ternura, do afeto, em que cada um dos seus membros se sente amado; lugar em que as esposas e os maridos expressam mutuamente o amor que os une; espaço onde os filhos, se sabem amados e aprendem a amar; lugar onde os pais, sobretudo quando envelhecem, recebem o carinho e a atenção dos filhos”.

“A família, lugar onde Deus se faz visível, é chamada a ser o lugar do perdão dado e recebido; a ser o refúgio seguro nas tempestades da vida”, afirmou o Pe. Carlos Cabecinhas.

“Igreja domestica, mas também lugar da plena realização humana”, concluiu, pedindo a todos os peregrinos presentes uma oração particular por todas as famílias, nomeadamente as que estão a viver momentos de crise, pelos que estão sós, sem família que os acolha.

O Santuário de Fátima convidou ainda a renovar a promessa de amor familiar, com a distribuição de uma pagela com a respetiva oração, as famílias foram convidadas a rezar pela união, e pelo amor.

Na liturgia, a Igreja celebra hoje a Festa da Sagrada Família. A Sagrada Família é o termo usado para designar a família de Jesus de Nazaré, composta segundo a Bíblia por José, Maria e Jesus. A sua festa no calendário litúrgico é celebrada no domingo que fica na Oitava do Natal.

Em todas as missas das três solenidades (Natal, Santa Maria Mãe de Deus e Epifania) e na festa da Sagrada Família, a recolha de ofertas, durante a veneração do Menino Jesus, serão destinadas à Obra Social das Criaditas dos Pobres.

Em todas as celebrações deve ser preservado o distanciamento físico, bem como o uso da máscara e a desinfeção das mãos.

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