08 de março, 2020

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Alegria, compaixão e assertividade de Santa Jacinta Marto apontadas como rumo de santidade

Esta tarde, no segundo Encontro na Basílica, a Irmã Ana Luísa Castro refletiu sobre a “entrega até ao fim” de Santa Jacinta Marto.

 

Decorreu, esta tarde, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, o segundo Encontro na Basílica deste ano pastoral, onde a Irmã Ana Luísa Castro refletiu sobre Santa Jacinta Marto a partir do seu testemunho da entrega simples a Deus, pela renúncia e sacrifício, tomando a coragem que a vidente demonstrou perante o sofrimento, como exemplo de entrega total por amor que cada batizado deve assumir.

A reflexão da religiosa da Congregação Aliança de Santa Maria, médica de formação e atual coordenadora do Posto de Socorros do Santuário de Fátima, teve como ponto de partida a hipótese de concretização do desejo que Santa Jacinta Marto expressou de “meter no coração de toda a gente o lume que lhe ardia no peito”, como é referido nas Memórias da Irmã Lúcia.

“Creio que contemplar a vida desta menina é já reacender esse lume no coração. Esta tarde, mais do que ensinar ou dizer algo novo sobre Santa Jacinta, gostava que o que ouvíssemos reacendesse o lume de Deus em cada um de nós”, ambicionou a oradora, no início do Encontro.

Ao sublinhar o “salto espiritual” que a pequena vidente assumiu a partir das Aparições, “que a fez sair de si completamente para se centrar em Deus e na sua vontade”, a conferencista ofereceu uma leitura teológica desta entrega a partir do gosto que Santa Jacinta tinha pela dança em relação com dois episódios da sua vida: o da prisão em Ourém, onde dança com um ladrão e da aceitação da partida para Lisboa, para ser internada.

“A menina que gostava de bailar aprendeu com o Imaculado Coração de Maria a dançar uma nova melodia, a da vontade de Deus. (…) Naquela prisão, pronta para o martírio, Jacinta dançava, deixando-se conduzir pelo pobre ladrão, tal como na hora da derradeira entrega até à morte dançaria nas mãos de Deus. (…) Quando vai para Lisboa, doente, sabia que não voltava (…) É difícil, mas não importa, faz por amor. Assim acontece com os bailarinos ou com qualquer bom desportista, fazem parecer simples o que é difícil. Talvez esta seja uma das facetas principais de Santa Jacinta: a entrega honesta e total de coração que faz depois parecer simples a sua entrega sacrificial pelos outros”, deduziu a Irmã Ana Luísa Castro.

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O momento musical deste Encontro na Basílica esteve a cargo do Coro Autêntico – Coro de Câmara da ESART –, sob a direção de Gonçalo Lourenço.

 

Uma vida que inspira cada batizado

A par da alegria na entrega a Deus demonstrada por Santa Jacinta, a oradora destacou ainda a compaixão como “marca mais forte da espiritualidade” da pequena vidente.

“A compaixão de Jacinta não é algo superficial ou passageiro, mas é profunda, enraizada em Deus; é uma compaixão à prova de tudo, que parte da força interior que a vida com Deus lhe dava. Existem vários episódios em que vemos a compaixão da Jacinta, mas há um que penso que ilustra bem a força ou o poder da sua compaixão”, referiu, ao salientar também a assertividade que Santa Jacinta Marto manifestou no seu sim a Deus, mesmo perante o seu sofrimento.

“Não vemos nesta menina nem indiferença diante do sofrimento, nem impotência diante do mal. (…) Santa Jacinta olha de frente para o mistério do mal e do sofrimento com aquela coragem inabalável dos que vivem enraizados em Deus. Este desejo de enfrentar o mal e o sofrimento inclui a disposição para o martírio, o desejo de totalidade e o sentido de responsabilidade.”

No final da apresentação, a Irmã Ana Luísa Castro tomou como exemplo a alegria, a compaixão e a assertividade, que destacou na entrega de Santa Jacinta, para as tomar como ponto de partida para a concretização da vocação de santidade de cada cristão.

“A Jacinta mostra-nos que, a partir do momento em que dizemos que sim a algo que Deus nos pede, ou nos inspira, passamos a participar cada vez mais na História da Salvação e, tudo o que fazemos de bem ou de mal já não é indiferente nessa história. (…) Aquele lume que enchia o peito da menina de Fátima, na verdade, já foi aceso no peito de cada homem e mulher batizados no Espírito, mas é preciso que ele chegue a inflamar a nossa vida, entregue a Deus e aos outros por amor, desencadeando uma decisiva revolução ao jeito de Santa Jacinta”, concluiu.

O Encontro terminou com um momento musical a cargo do Coro Autêntico – Coro de Câmara da ESART –, sob a direção de Gonçalo Lourenço.

No próximo Encontro na Basílica, agendado para 7 de junho, a Irmã Ângela Coelho, vice-postuladora da Causa de Canonização da Irmã Lúcia, apresentará o tema: “Lúcia, uma vida plena de Luz”.

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