12 de outubro, 2022

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D. José Ornelas pede mudança de “atitudes e procedimentos” na Igreja e na sociedade para que situações de fragilidade “não sejam esquecidas, abusadas e exploradas”

Não podemos “ignorar” os dramas da humanidade, alerta bispo da diocese de Leiria-Fátima

 

O presidente da Peregrinação Internacional Aniversária de outubro pediu esta noite aos peregrinos de Fátima, na homilia da Vigília, um “esforço” para mudar atitudes e procedimentos que possam conduzir a qualquer tipo de “abuso ou exploração”.

Depois da conferência de imprensa de abertura desta peregrinação, D. José Ornelas voltou ao tema dos abusos que “não podem ser ignorados” pela humanidade sofredora que hoje precisa “desta atitude ativa de atenção e compromisso por uma terra sustentável na sua fragilidade. Particularmente as crianças e os mais jovens têm de ser motivo de um olhar atento”.

Diante “de tantas situações” é “urgente cuidar das fragilidades humanas”.

“É nesse sentido que todos nos esforçamos por mudar atitudes e procedimentos, na Igreja e na sociedade, a fim de que as crianças e aqueles que se encontram em situações de fragilidade não sejam esquecidos ou, pior ainda, abusados e explorados, mas possam encontrar corações e atitudes maternas e fortes como as de Maria, que protegem, amparam e lutam, para que este mundo possa oferecer condições de justiça e de dignidade para todos”, afirmou o bispo de Leiria-Fátima aos milhares de peregrinos que esta noite participaram nas celebrações de Fátima, na última grande Peregrinação Internacional Aniversária do ano, na Cova da Iria.

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“Que este seja o fruto da nossa peregrinação a este santuário de Fátima e se traduza em gestos concretos de carinho e de enérgica transformação para um mundo melhor, nesta terra, esperando ativamente o mundo novo onde Deus mesmo enxuga as nossas lágrimas, como Maria aos pés da cruz de Jesus” sublinhou.

“Esta é a atitude que Maria nos imprime hoje no coração e na vida. Esta tem de ser também a atitude da Igreja, que invoca Maria como sua Mãe. Como Igreja, temos de estar na linha da frente do atendimento, da proteção, da proximidade a todas as fragilidades. Essa é a nossa missão, nascida e modelada pelo amor paterno/materno de Deus presente em Maria, Mãe e Modelo do agir humano”, frisou ainda.

“Esta atitude tem de caraterizar particularmente este santuário de Fátima. Cuidar das fragilidades humanas, particularmente no início e no fim da vida é continuar a solicitude de Maria para com os pastorinhos, as vítimas da guerra, os pecadores”, disse.

O bispo diocesano propôs nesta homilia uma reflexão sobre o papel de Maria, mãe de Jesus e mãe da humanidade, que com “ a sua atitude materna, carinhosa e disponível” devolve consolação e esperança "aqueles que gera e se faz presente sobretudo nos momentos de sofrimento e de crise".

“Hoje, a Palavra de Deus que acabamos de escutar traz-nos consolação e esperança, a partir de Maria, Mãe e modelo da Igreja. E também nos desafia a seguir e assumir a sua atitude de disponibilidade a Deus e de dedicação atenta e terna para cuidar de quem mais precisa”, acrescentou salientando o seu exemplo como modelo para ”toda a Igreja, que permanece fiel a Deus sobretudo quando se torna próxima daqueles que sofrem”.

“A ternura materna de Maria está bem presente na espiritualidade de Fátima. Aqui ela revela-se carinhosamente a três crianças pobres, sem escola, confusas pela devastação medonha da guerra e pelo grassar de uma pandemia que vitimou muitos milhões de pessoas”, disse, ainda.

A este propósito o prelado lembrou as mães ucranianas e todas as que sofrem pelos filhos.

“Esta é, concretamente, a atitude das mães ucranianas, muitas das quais se encontram no nosso país, para proteger as suas crianças. Como dizia uma delas, “choramos de noite e sorrimos de dia, para dar força aos nossos filhos e filhas”.

“Quantas outras mães, neste momento, vivem dramas semelhantes, em situações de guerra, de miséria, de penúria. Muitas, como Maria estão junto das cruzes em que morrem as suas crianças, pela fome, a miséria, os desastres, o terrorismo, a guerra, os abusos de menores”, concluiu.

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A última Peregrinação Internacional Aniversária do ano reúne pela primeira vez mais de 110 grupos inscritos o que depois de dois anos de pandemia volta a ser uma novidade. O grupo mais expressivo é oriundo da Itália com 19 peregrinações, seguido dos Estados Unidos da América, da Polónia e de Espanha.

A Peregrinação de outubro, que assinala a sexta e última aparição da Virgem aos três Pastorinhos, celebra também o Milagre do Sol.

Durante a madrugada realiza-se a vigília e amanhã, as celebrações do dia 13 de outubro, começam às 9h00, com o Rosário, seguido da Missa às 10, com transmissão em direto na RTP, TVI, TV e Rádio Canção Nova e nos médios digitais do Santuário de Fátima em ww.fatima.pt.

Na missa haverá ainda a Bênção dos Doentes e a Peregrinação termina com a Procissão do Adeus.

Participaram na celebração desta noite 161 sacerdotes e 9 bispos.

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