04 de julho, 2021

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D. Manuel Linda afirma que Deus nos incita a “sonhar uma sociedade mais comprometida e solidária, que vai ao encontro dos mais frágeis”

Família Espiritana realizou a sua 41.ª Peregrinação ao Santuário de Fátima

  

D. Manuel Linda, bispo da Diocese do Porto, presidiu esta manhã à celebração do XIV Domingo do Tempo Comum, no Recinto de Oração do Santuário de Fátima. Para este momento, fizeram-se anunciar nos serviços do Santuário quatro grupos de Portugal e dois de Espanha. A Família Espiritana realizou a sua 41.ª Peregrinação ao Santuário de Fátima, e D. Manuel Linda lembrou que um missionário “exprime sempre o melhor da Igreja, que é o ser fiel ao mandato do Senhor, que é ir e fazer-se discípulo, isto é, tornar conhecido o nome de Jesus Cristo e revelar o dinamismo da alegria que gera a comunhão com Deus”.

O lema da peregrinação contém uma expressão que remete para “chamadas de consciência, úteis para nós, que temos de sonhar e construir com dinamismo e ousadia um tempo diferente para a fé, depois da escuridão da pandemia, que também confinou tantas atividades de evangelização”.

“O Deus da aliança jamais abandona o seu povo, porque o ama, preocupa-se com ele, acolhe-o, cura-o, protege-o, perdoa-lhe as infidelidades e cativa-o, para o regresso ao amor mútuo, e convida-o a sonhar novos tempos e novas possibilidades”, assegurou o prelado, com base na liturgia deste dia.

Em tempos nunca antes vistos, “o Deus fiel quer que a resignação dê lugar ao investimento, e a desconfiança se ultrapasse e transforme em sonho  e animo coletivo em projeto de todos, e hoje o Senhor também nos dirige a sua palavra, é verdade que há sofrimento, luto e dor mas Deus não quer que fiquemos neles, importa mover-se, avançar, colaborar, dar as mãos, programar, sonhar uma sociedade mais comprometida e solidária, ir ao encontro dos mais frágeis para sair da noite e entrar na claridade do dia”.

O bispo da diocese do Porto, recordou que o mundo que nos é dado a habitar “tem de ser reconstruído" para que "todos, possamos mover-nos na direção de grandes metas e novos horizontes, de algo maravilhoso". Mas, para isso "há que   substituir os nossos medos por ousadia, o nosso egoísmo por uma ação mais solidária, o nosso materialismo por ajuda e preocupação com todos, especialmente com aqueles que pelas suas forças não conseguem levantar-se para caminhar”.

“Também hoje na Europa, a primeira a receber o Cristianismo, muitos não se abrem à graça e ao futuro; é preciso que nós, os crentes, ao passarmos por essas pessoas as animemos, as incentivemos a moverem-se, as convidemos a fazerem-nos companhia, neste caminho da vida”, disse D. Manuel Linda, recordando o Santo Padre, na sua expressão de «Igreja em Saída», e que olha “apaixonadamente para essa gente, lança-lhe um olhar de ternura e lança-lhes, sobretudo, a mão para caminhar juntos sinodalmente, pois a marcha da Igreja é em conjunto e nunca individualmente”.

Nossa Senhora é o exemplo de “quem recebe o espírito de Deus e não se cola à cadeira, parte e arrasta a prima Isabel e toda a família para o futuro, como indica o texto de referência do tema da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2023, e que vai acontecer em Portugal”.  

A 41.ª Peregrinação da Família Espiritana ao Santuário de Fátima, começou ontem, ao final da tarde, com o tema “Vejam, vou fazer algo novo” (Is. 42,19).

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