13 de junho, 2024

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“Fátima é festa de perdão e de misericórdia, de conversão e de mudança de vida”

Neste 13 de junho, D. Antonino Dias condenou a corrupção, a mentira e os “ídolos” que “usurpam dignidade”, e apontou a oração e o sacrifício reparador como caminhos para Deus.

 

Esta manhã, na homilia da missa internacional aniversária deste 13 de junho, D. Antonino Dias apresentou Fátima como lugar de perdão e de conversão, e desafiou os peregrinos a curar a “dor de Deus” através da oração e do sacrifício reparador, numa consagração da vida a Deus, através de Maria.

O bispo de Portalegre — Castelo Branco começou por destacar o papel “prefigurado” de Maria na história da Salvação, a partir da ação de Judite na libertação do seu povo, narrado na primeira leitura.

“É a Virgem que conceberá e dará à luz um filho, cujo nome será Emanuel; é Ela a primeira entre os humildes e pobres do Senhor, que confiadamente esperam e recebem a Salvação de Deus; é com Ela que se cumprem os tempos e se inaugura a salvação em Cristo”, enumerou o prelado.

A partir da segunda leitura, D. Antonino Dias destacou a “contraposição entre Adão e Cristo”, apresentada por São Paulo, para apontar a opção do bem em detrimento do mal como caminho ideal para Deus.

“Esta luta entre a vida e a morte, entre a verdade e a mentira, são duas forças que estão em contínua luta, na História. Por um lado, é a força dos ídolos e de todos os que se absolutizam na vida, dominando com muitas e diversas armas, qual delas a mais humilhante e eficaz na usurpação da dignidade alheia. Por outro lado, é a força de Deus, que se manifesta pela prática da justiça e do bem, através do respeito e da dignidade humana, com tudo o que essa tarefa envolve de justiça e de amor”, explicou.

 

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“Tudo que o nosso tempo mais precisa de saber…”

O presidente da celebração alertou, depois, para os “efeitos demolidores na vida pessoal, familiar, social e eclesial” da mentira, da corrupção e do pecado e apresentou a oração e o sacrifício reparador como caminhos para Deus, concretamente na devoção ao Imaculado Coração de Maria: na prática da oração quotidiana do Terço, na devoção dos cinco primeiros sábados e na consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração.

“Rússia é o símbolo de muitas outras guerras que nos cercam e das quais precisamos de conseguir o fim, também com oração e sacrifício”, esclareceu D. Antonino Dias, sublinhando a importância da “consagração que cada um deve fazer a Deus, por meio de Maria”. Neste apelo à conversão pessoal e à paz mundial, o prelado salientou, por fim, a atualidade da mensagem de Fátima, que apresentou como “tudo que o nosso tempo mais precisa de saber, de ouvir e de pôr em prática”.

“Vir a Fátima é deixar ecoar dentro de nós mesmos a Mensagem da Senhora, é ponderar no coração tudo o que Ela nos disse e pediu, para agirmos em conformidade. (…) Fátima não é um muro de lamentações e dor, embora acolha e abrace muita dor e lamentação. Fátima é festa de perdão de misericórdia, de conversão e de mudança de vida”, concluiu.

A encerrar a Peregrinação esteve o bispo de Leiria-Fátima, que agradeceu a presença de D. Antonino Dias e deu graças pelo 50.º aniversário de ordenação sacerdotal que celebra neste 13 de junho.

D. José Ornelas deu também os parabéns à Associação dos Servitas de Nossa Senhora de Fátima, que comemorou, ontem, o seu 100.º aniversário.

A Associação, que conta atualmente com cerca de 450 membros, dos quais 250 colaboram de forma ativa com os vários serviços do Santuário de Fátima, recebeu também uma saudação e bênção do Papa Francisco, nesta efeméride.

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