17 de julho, 2022

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Num mundo em mobilidade, é preciso trazer o carinho de Maria", para que a humanidade "saiba acolher e integrar aqueles que chegam"

Bispo de Leiria-Fátima exrtou os peregrinos reunidos hoje na Cova da Iria e serem verdadeiros acolhedores, com vista a um mundo mais fraterno, humano e pacífico.

Na homilia deste XVI Domingo do tempo comum, D. José Ornelas Carvalho exortou os peregrinos reunidos no Recinto de Oração, na Cova da Iria, a serem verdadeiros acolhedores, com vista a um mundo mais fraterno, humano e pacífico. No final, o prelado lembrou todos os que combatem os incêndios, em especial o piloto falecido nesta luta, na passada sexta-feira.

No início da celebração, o bispo de Leiria-Fátima saudou particularmente os peregrinos do Movimento da Mensagem de Fátima, que cumprem este fim-de-semana a sua 44.ª, sob o tema “Levanta-te! És testemunha do que viste!”.

Na homilia, o prelado começou por sunlinhar a “nova perspetiva de pessoa humana que se encontra no Senhor Jesus e que a liturgia de hoje traz para entendermos a fé”.

“Esta ligação de Deus com a sua criação está sempre presente”, afirmou, ao defender que a “fecundidade de um casal e da humanidade para o acolhimento é algo que não pode ser deixado ao humor de cada um”, mas que deve ser assumido como “um projeto que só Deus torna possível”.

“Deus vem sempre ao encontro da humanidade e não nos deixa sozinhos”, assegurou o presidente da celebração, evocando o episódio do livro Génesis, narrado neste Domingo, que relata a hospitalidade de Abrão, e o do Evangelho, que fala do acolhimento das irmãs Marta e Maria.

“Somos chamados a ser estas pessoas que acolhem, como Abraão, Marta e Maria… Que têm de dar o coração e o sentido humano. Os irmãos que se sentam ao meu lado na igreja não podem ser estrangeiros, têm de ser aqueles que partilham a vida connosco”, desafiou o prelado, estabelecendo uma ponte com a realidade migratória dos refugiados, "que precisam de entender que, em qualquer parte do mundo, podem encontrar um coração acolhedor”.

D. José Ornelas apresentou, depois, o acontecimento de Fátima como “uma visita de Deus através do carinho da sua Mãe”.

“Maria é a Senhora que ensina a Igreja a ser Mãe: a acarinhar aqueles que sofrem, a percorrer caminhos, a enxugar lágrimas e a acolher aqueles que estão na maior angústia e os que estão a partir para junto do Pai, tal como fez com o Seu filho. Num mundo em mobilidade, é preciso trazer o carinho de Maria e o projeto de Deus para uma humanidade, para que saibamos acolher e integrar aqueles que chegam”, exortou o bispo de Leiria-Fátima

No final da celebração, D. José Ornelas Carvalho saudou o cardeal D. António Marto, bispo-emérito de Leiria Fátima e o monsenhor Guglielmo Giombanco, bispo italiano da região da Sicília.

O prelado deixou ainda uma mensagem particular aos peregrinos mais pequenos, a quem lembrou a maternidade “atenta e carinhosa” de Nossa Senhora, que deve ser correspondida com “gratidão e acolhimento fraterno”.

A celebração terminou com uma evocação especial aos bombeiros, proteção civil e a todos os que estão empenhados no combate aos incêndios, de um modo particular a família do piloto que faleceu, na passada sexta-feira, no exercício desta luta, a quem o bispo de Leiria-Fátima enviou uma mensagem de conforto.

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