02 de outubro, 2022

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Peregrinações nacionais voltam a encher o Santuário de Fátima 

15 grupos de várias nacionalidades participaram esta manhã na Missa internacional no Recinto de Oração

 

O reitor do Santuário de Fátima alertou esta manhã para o perigo de transformamos a relação com Deus, e a fé, numa mera contabilidade à qual basta o cumprimento de uma série de preceitos e comportamentos.

“A fé é relação: não é uma questão de contabilidade do bem que fazemos e dos créditos que possamos ter diante de Deus. Aliás, diante de Deus nunca estamos na posição de poder exigir-Lhe seja o que for, pois tudo o que d’Ele recebemos, recebemo-lo como puro dom, que se reconhece e agradece” disse o responsável pelo santuário de Fátima, na homilia da Missa dominical, no Recinto de Oração, na qual participaram 15 grupos estrangeiros e portugueses, de entre os quais se destacaram os Luzeiros de Santa Maria e a Família Franciscana portuguesa.

“Este é sempre um momento significativo, muito significativo mesmo, de encontro e reunião para a família franciscana de peregrinação a Fátima, que nos une em oração e nos enche de alegria neste dia” afirmou o padre Carlos Cabecinhas sublinhando a importância do regresso destas grandes peregrinações nacionais, depois de dois anos de pandemia e de constrangimentos à participação de grandes grupos.

A partir do Evangelho hoje proclamado, o sacerdote refletiu sobre a fé e a relação com Deus, que por vezes correm o risco de se satisfazerem apenas pela “aceitação de umas tantas normas de comportamento”.

A relação com Deus “não é uma troca” em que “damos qualquer coisa a Deus, deixando-O obrigado a dar-nos alguma coisa como recompensa”.

“Todos gostamos que reconheçam os nosso méritos, o nosso valor, o que fizemos mas o Senhor lembra-nos que devemos ser humildes”.

“Tudo o que recebemos de Deus é puro dom, fruto do Seu amor misericordioso”, frisou.

“A fé, que aqui nos reuniu nesta manhã,  é relação de enamoramento, é fascínio que cativa e nos conquista. No amor não há calculismos, não há exigência de recompensa: a recompensa está no amor à pessoa amada e no amor da pessoa amada. Esta é a lógica da fé, da relação com Deus!”, concluiu lembrando os exemplos de São Francisco de Assis e dos Santos Pastorinhos que sempre souberam ser “humildes” e “servos” da vontade de Deus.

“Como os discípulos no Evangelho, peçamos ao Senhor: “Aumenta a nossa fé”. Peçamos-Lhe um coração humilde, capaz de se deixar envolver pelo amor misericordioso de Deus, fazendo a Sua vontade sem calculismos de nenhuma espécie”, concluiu.

 

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