27 de novembro, 2022

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Reitor do Santuário alerta para o "perigo real da rotina adormecer a fé"

Novo ano pastoral em Fátima começa este domingo, o primeiro do Advento, marcado na Cova da Iria pela Peregrinação Nacional da federação Portuguesa de Folclore, com cerca de 2000 participantes

 

Fátima inaugura este domingo um novo ano pastoral sob o lema “Maria levantou-se e partiu apressadamente”, sintonizando o Santuário com a Jornada Mundial da Juventude que Lisboa acolherá entre 1 e 6 de agosto do próximo ano.

A partir da liturgia deste primeiro Domingo do Advento, período que vai de hoje até ao Natal, durante quatro semanas, o reitor do Santuário de Fátima apelou à “vigilância” ativa contra a “rotina” e o “adormecimento da fé”.

“Há muitas coisas que fazem adormecer a nossa fé e nos distraem do essencial: a rotina que se vai instalando na nossa relação com Deus e na nossa relação uns com os outros; a sedução dos caminhos fáceis, mas que nos afastam da vontade de Deus; as mil e uma ocupações e preocupações, que enchem os nossos dias e que nos desviam daquilo que é mais importante” referiu o reitor aos milhares de peregrinos que marcaram presença na missa dominical, na Basílica da Santíssima Trindade.

“Cada uma destas situações chama a nossa atenção para o perigo real de deixarmos adormecer a nossa fé, o perigo real de nos deixarmos submergir na rotina, o perigo de deixarmos de ser capazes de perceber a presença de Deus que vem até nós”, precisou.

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“O tempo do Advento, que estamos a iniciar, é o tempo da espera vigilante e de preparação para a vinda do Senhor, que celebraremos festivamente no Natal” enfatizou o padre Carlos Cabecinhas, destacando que esta vigilância não significa passividade.

“Estar atentos e vigilantes não é uma atitude passiva: implica conversão do coração e compromisso efetivo com a vontade de Deus” esclareceu, apresentando um itinerário “de escuta mais atenta e assídua da Palavra de Deus para, a essa luz, avaliarmos a nossa vida, as nossas prioridades, atitudes e opções”.

“Se o Advento é este tempo de vigilância expectante, é também tempo de oração mais intensa" disse, convocando o exemplo dos Santos Pastorinhos de Fátima.

“Depois das aparições, estavam atentos ao essencial, procurando dar a Deus o lugar central que só a Ele compete nas suas vidas; por isso, procuravam momentos de encontro com Deus na oração. Estavam atentos e vigilantes, discernindo o que os poderia afastar de Deus e viviam com a preocupação de não fazerem nada que pudesse ofender ou desgostar a Deus. E porque estavam atentos a Deus e à Sua vontade, estavam igualmente atentos aos outros e às suas necessidades”, concluiu.

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Neste primeiro Domingo do Advento Fátima recebeu a XVIII Peregrinação Nacional de Ranchos Folclóricos, que contou com a participação de cerca de 2000 peregrinos.

No inicio da celebração, o padre Carlos Cabecinhas deu as boas-vindas a este expressivo grupo que emprestou "um colorido tão especial à celebração”.

“Sejam bem-vindos e que esta vossa presença aqui em Fátima seja incentivo para aquilo que é a vossa missão e a vossa paixão no esforço de preservação desta tradição tão portuguesa que é o folclore”, afirmou o reitor.

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