11 de junho, 2020

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“Todos os dias penso nesta escultura” que “representa a humanidade que está de mãos postas em oração”

O próximo Podcast #fatimanoseculoXXI, com Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário de Fátima, é sobre a Imagem de Nossa Senhora de Fátima que se venera na Capelinha das Aparições

 

A primeira escultura de Nossa Senhora de Fátima que se venera na Capelinha chegou à Cova da Iria há cem anos. Este sábado, e apenas dia 13, o Santuário evoca este centenário colocando a Imagem na exposição “Vestida de Branco” que assinala esta efeméride. Entre as 14h30 e as 20h00 de amanhã,  “com todas as regras de segurança adequadas”, os peregrinos vão poder “ver a imagem face a face”, o que já não acontece desde as obras dos anos 80 na Capelinha, quando a imagem ficou mais afastada dos peregrinos, avança Marco Daniel Duarte, diretor do Museu do Santuário, que este mês de junho é o convidado do Podcast #fatimanoseculoXXI, dedicado inteiramente a esta escultura.

“Todos os dias penso nela” enfatiza o historiador cuja tese de doutoramento é sobre esta Imagem, ícone maior do catolicismo contemporâneo.

“Obviamente que como cristão católico tenho uma relação especialíssima com esta escultura que representa, para mim, tudo aquilo que do ponto de vista estético, histórico e religioso representa, mais aquilo que eu não posso dizer de microfone aberto”, refere.

“Esta escultura está no meu pensamento todos os dias pelas razões técnicas e, obviamente, também pelas outras razões. Ela é verdadeiramente um símbolo maior da figura da Virgem Maria que é para os cristãos, que têm este sentido católico de viver o Cristianismo, uma figura muito importante que é a de se mostrar exemplo de ser a primeira discípula Daquele a Quem seguimos”, acrescenta.

“Esta escultura representa a Humanidade que está de mãos postas em oração e nas alturas em que tem de agradecer e nas alturas em que tem de rogar” esclarece ainda Marco Daniel Duarte numa entrevista que pode ouvir em www.fatima.pt/podcast.

“Esta escultura carrega a história e as marcas de cem anos; foi tocada por papas e as marcas desta história estão gravadas na peça, não as podemos apagar”, adianta o diretor do Museu do Santuário ao salientar que se trata de uma imagem que lança “muitos desafios”, desde logo o da sua conservação.

“Muitos devotos ficam preocupados quando a imagem apanha água; ou quando é transportada. Nós também ficamos”, afirma para destacar aquele que é o principal desafio do Santuário no que à escultura diz respeito: garantir um justo equilíbrio entre o binómio da conservação e da veneração.

“Nenhuma delas faz sentido sem a outra” adianta ao alertar: “temos de nos habituar ao envelhecimento desta escultura e garantir que esse envelhecimento se faz com dignidade”.

“É uma escultura de madeira, que não foi preparada para estar como tem estado e por isso apresenta marcas do tempo” sublinha.

“A equipa do Santuário é uma equipa qualificada e empenhada que enfrenta os desafios da sua conservação do ponto de vista cientifico. Não há dia nenhum em que não pense nesta escultura, em que não pensemos nesta escultura”, que é “um dos mais importantes ícones do catolicismo atual” e o “maior símbolo mariano da contemporaneidade”.

Durante cerca de 40 minutos Marco Daniel Duarte disserta sobre a “ambiguidade artística” desta escultura feita por um santeiro, fora da academia;  das questões estéticas que levanta e da sua importância como símbolo religioso, nomeadamente no que respeita ao seu papel mediador entre o Céu e a Terra.

“Ela é uma nova forma de interpretar e representar a figura de Maria” e, quando esta imagem passa por entre a multidão “os devotos sabem que é uma representação, mas é como se estivessem diante da Senhora” diz ainda, não enjeitando o debate sobre algum risco de idolatria.

Marco Daniel Duarte fala ainda da relação entre esta imagem de Nossa Senhora de Fátima e os Papas; da sua coroação em 1946 e da bala que foi adicionada à coroa em 1989.

A Imagem de Nossa Senhora de Fátima irá estar amanhã no núcleo V da exposição temporária “Vestida de Branco”, a partir das 14h30 até às 20h00, no Convivio de Santo Agostinho, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade. A entrada é livre.

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