17 de julho, 2016

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Bispo de Leiria-Fátima desafia peregrinos a redescobrirem o valor da hospitalidade

D. António Marto lembra acidente que vitimou mortalmente 12 portugueses em Moulins
 

O bispo de Leiria-Fátima convidou hoje os cristãos presentes na Missa dominical no Recinto do Santuário de Fátima, que integrou entre outras a 39ª peregrinação do Movimento da Mensagem de Fátima, a redescobrirem o valor da hospitalidade desafiando-os a questionarem “o tempo e o espaço que dedicam a escutar a palavra de Jesus”.

“Preocupamo-nos em reservar espaços de tempo e de lugar para escutar Deus, para o acolher no nosso coração e na nossa vida, para beber na fonte da sua palavra, para nos alimentar à sua mesa santa? E temos consciência de que mais do que dar coisas a Jesus o importante é receber o que Ele tem para nos dar? Cada um responda para si.” Afirmou D. António Marto.

“O tempo dedicado a Jesus e à escuta da palavra não é tempo perdido nem roubado aos irmãos” precisou lembrando que “Quem acolhe e escuta a palavra de Jesus aprende com ele a fazer o seu trabalho e missão com retidão, justiça, dedicação para tornar este mundo mais humano, mais acolhedor, mais fraterno mais pacífico e mais belo”, disse, ainda, exortando os peregrinos presentes a terem um “coração à escuta para melhor poderem servir o carinho e a misericórdia de Deus”.

A homilia centrou-se no episódio relatado no Evangelho de São Lucas, quando Jesus entra numa aldeia e é acolhido numa casa por duas irmãs, Marta e Maria, a primeira das quais muito focada na preparação de tudo o que é necessário para receber o visitante.

“Marta corre o risco de se esquecer da coisa mais importante, isto é, da presença do hóspede, de Jesus”, explicou o bispo de Leiria-Fátima destacando o valor “da escuta”.

“Marta tinha de aprender e nós também que mais importante que o prato que ela preparava para Jesus era o que Ele lhe trazia”, disse o bispo de Leiria-Fátima.

Este episódio deve “alertar-nos para um excesso de nervosismo e de stress que se apodera de nós, que nos distrai e nos impede do mais importante: acolher Jesus o que não significa dar-lhe ou fazer-lhe coisas mas prestar atenção à sua pessoa; estar na sua companhia e partilhar a sua missão escutando a sua palavra” acrescentou D. António Marto.

“Como  Marta e Maria somos convidados a acolher Jesus com afecto, ternura e carinho, como quem acolhe o melhor amigo, no seu coração, na sua casa e na sua vida, mas mais ainda: somos convidados a parar aos pés de Jesus e de ouvir a sua palavra de esperança, de alegria e de paz”, concluiu.

Durante a celebração o bispo de Leiria- Fátima agradeceu, ainda, aos peregrinos Mensageiros “a dedicação e trabalho ao serviço da mensagem de Nossa Senhora” e deixou uma palavra para as famílias e amigos dos emigrantes portugueses que perderam a vida no passado mês de março em Moulins, na França e que hoje peregrinaram até à Cova da Iria bem como as vítimas do atentado de Nice, na passada sexta feira. D. António Marto disse estar próximo “de cada família” em luto e de toda a nação francesa.

Este domingo fizeram-se anunciar no santuário 19 grupos de peregrinos, de nove nacionalidades. A peregrinação mais numerosa foi a do Movimento da Mensagem de Fátima que terminou justamente no final desta celebração.

 

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