12 de outubro, 2019

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“Peço as vossas orações pela paz e pela reconciliação na Península Coreana”, afirmou o arcebispo de Seul

Um manto de luz voltou a cobrir o Santuário de Fátima este sábado à noite, durante a Procissão das Velas da última peregrinação aniversária na Cova da Iria

 

O arcebispo de Seul, cardeal Andrew Yeom Soo-jung, pediu hoje, em Fátima, a paz e a reconciliação para a Península Coreana e rezou “pelo fim dos conflitos e das divisões”.

“Peço as vossas orações pela paz e pela reconciliação na Península Coreana, pelos vossos irmãos e irmãs na fé, geograficamente distantes, mas unidos pela presença de Deus. Orai connosco pelo fim dos conflitos e das divisões na península”, afirmou o cardeal Andrew Yeom Soo-jung na homilia da Missa da Vigília da Peregrinação de 12 e 13 de outubro, em Fátima, que assinala a 6ª Aparição de Nossa Senhora.

O prelado sul coreano recordou a história do país, marcada pela “provação” ao longo do século XX, para assinalar que apesar de todas as perseguições e “tragédias” a fé do povo coreano não esmoreceu, como nunca é destruída a fé de um povo, se ela for entendida como uma missão.

“A fé, a missão como povo de Deus, continua, não obstante a tragédia da destruição do templo e do exílio da comunidade. O templo foi, durante muitos séculos, central para o culto de Israel, mas não é essencial. Deus permanece connosco” afirmou o cardeal Andrew Yeom Soo-jung na homilia, lida em português pelo capelão do Santuário, Pe. Francisco Pereira.

“Cada geração tem celebrado a presença de Deus refletindo a sua própria história de salvação” afirmou o prelado sublinhando a importância do Santuário como “o verdadeiro centro da comunidade.

 “Foi um período de provação para a nossa nação e a nossa comunidade de fé. A combinação do colonialismo japonês e dos comunismos vizinhos da Rússia e da China marcou a entrada da Coreia numa era turbulenta de dominação estrangeira. Logo após a libertação colonial em 1945, a nação viu-se dividida: Norte versus Sul, comunista versus capitalista”, lembrou o cardeal.

“Cinco anos depois, a guerra devastou a península por três longos anos, causando morte, destruição e a divisão de muitas famílias. Infelizmente, a guerra trouxe uma divisão ainda mais profunda e hostilidade mútua entre o Norte e o Sul. Passadas sete décadas, desde 1950, a nação continua dividida e a reconciliação permanece inalcançável” prosseguiu, assinalando que é também administrador apostólico de Pyong-yang, capital da Coreia do Norte, país que nunca foi autorizado a visitar.

“Acredito que Nossa Senhora de Fátima, que apareceu há 100 anos, nos instaria hoje a trabalharmos e a orarmos pela paz neste nosso século” interpelou o cardeal Yeom Soo-Jun.

“Ela representa para nós a grande medianeira, apoiando a nossa jornada de fé até ao Senhor. Além disso, a nossa Santa Mãe não está apenas a orar por nós, mas está também a ensinar-nos: nos: «Fazei tudo o que ele vos disser» (Jo 2, 5). As palavras de Santa Maria chegam-nos como um convite para sermos «abertos na presença de Deus», tal como os israelitas que celebraram a reconstrução do templo”, disse.

Nesta missa, concelebrada por 178 sacerdotes, 6 bispos e dois cardeais, participaram mais de centena e meia de grupos, muitos deles oriundos da Ásia. A oração de alguns dos mistérios do Rosário foi assegurada pelo menos por três línguas asiáticas: indonésio, coreano e tagalog. Também durante a missa, a oração dos fiéis teve uma prece em coreano, centrada na questão da Paz.

Esta madrugada a Vigília será assegurada por grupos de colaboradores do Santuário de Fátima e amanhã, último dia da peregrinação, os momentos mais celebrativos começam às 9h00 com o terço seguido da Missa internacional, às 10h00. A Peregrinação Internacional Aniversária de outubro, que assinala a 6ª Aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos, termina com a Procissão do Adeus.

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